Ho’oponopono – O E-Book


Ho’oponopono – O E-Book
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Ho’oponopono – O E-Book © 2007 Crescent Ltda. editado por Al McAllister, com textos e
ilustrações do próprio, e de várias fontes:
http://www.hooponopono.org Copyright © 2007 The Foundation of I, Inc. (Freedom of the Cosmos)
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Fotos: Clara e Luiza McAllister
Design Cartaz Ho’oponopono: George Milek
Todos os direitos reservados aos autores e donos do copyright dos textos, citações,
fotos e ilustrações contidos neste e-book. Este material NÃO pode ser copiado,
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técnicas, instrumentos e aparelhos descritos neste e-book. O leitor assume total
responsabilidade pelo uso ou não do que é apresentado aqui. Este material é oferecido
unicamente para entretenimento, como informação educacional. Os produtos e/ou
tecnologias mencionados neste e-book e websites não tem a intenção de diagnosticar,
tratar, curar ou prevenir qualquer problema físico. Se você sofre de alguma doença, por
favor, consulte um médico qualificado. Copyright © 2007 Crescent Ltda.
Neste e-book você encontra informação que venho recolhendo já há algum
tempo sobre o Processo Ho’oponopono. Algumas coisas escrevi a partir da
minha experiência pessoal praticando o sistema, outras ouvi em entrevistas
que existem na Internet, também o que li e guardei. Outras informações peguei
em grupos de discussão sobre o Ho’oponopono no qual eu participo, também
na Rede.
Procurei manter tudo o mais simples possível para facilitar a compreensão de
quem está começando. Assim como você também sou recente nisso e vi que
muito do que se tem acesso na Internet sobre o Ho’oponopono, embora seja
o resultado de um esforço notável de interesse e dedicação, infelizmente
contém falhas na tradução que dificultam o entendimento. Na minha opinião,
existe também em alguns sites um sincretismo de crenças que não cabem
dentro da simplicidade e objetividade do Ho’oponopono.
O Ho’oponopono não é o único caminho, de forma alguma, existem outros
processos semelhantes, mas é o que melhor me atende aqui e agora. Então, o
que temos nestas páginas é um pouco do que o Dr. Ihaleakala Hew Len,
mestre e professor de Ho’oponopono, explica e mostra como fazer.
Espero que com a nossa prática, e a demonstração de interesse e cuidado,
possamos vir a ter aqui no Brasil um ou mais workshops sobre o
Ho’oponopono agendados pela The Foundation of I do Dr. Len. Aguardemos.
Al McAllister, Outubro 2007
Índice
Os Preceitos 05
A Oração 06
Introdução 07
Descortinando O Processo 12
Buscando resultados 17
100% de Responsabilidade 22
A Personificação do Divino 26
Ferramentas 28
Mais Ferramentas (“Não Oficiais”) 33
Entrevista com Dr. Len 38
Quem tem o Comando? 45
Finalizando 58
Eu opero a minha vida e meus relacionamentos de acordo com os seguintes insights:
1. O universo físico é uma realização dos meus pensamentos.
2. Se meus pensamentos são cancerosos, eles criam uma realidade física
cancerosa.
3. Se meus pensamentos são perfeitos, eles criam uma realidade física
transbordando AMOR.
4. Eu sou 100% responsável por criar meu universo físico como ele é.
5. Eu sou 100% responsável por corrigir os pensamentos cancerosos que criam
uma realidade doente.
6. Não existe lá fora. Tudo existe como pensamentos em minha mente.
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http://www.hooponopono.com.br Arte: © Aldo Luiz de Paula Fonseca
“Divino Criador, pai, mãe, filho em um…
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe ofenderam,
à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos,
palavras, atos e ações do início da nossa criação até o presente,
nós pedimos seu perdão…
Deixe isto limpar, purificar, liberar, cortar todas as lembranças, bloqueios,
energias e vibrações negativas
e transmute estas energias indesejáveis em pura luz…
E assim está feito.”
Morrnah Nalamaku Simeona
Criadora do Ho’oponopono Identidade Própria
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Introdução
Muitos chegaram ao Ho’oponopono através deste texto do Dr. Joe Vitale
divulgado na internet. Para aqueles que não o conhecem aqui está na sua
íntegra:
HO´OPONOPONO – por Joe Vitale
Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta, no Havaí, que curou um pavilhão
inteiro de pacientes criminais insanos sem sequer ver nenhum deles.
O psicólogo estudava a ficha do preso e, em seguida, olhava para dentro de si
mesmo a fim de ver como ele havia criado a enfermidade dessa pessoa.
À medida que ele melhorava, o paciente também melhorava.
A primeira vez que ouvi essa história, pensei tratar-se de alguma lenda urbana.
Como podia alguém curar a outro, somente através de curar-se a si mesmo?
Como podia, ainda que fosse o mestre de maior poder de autocura, curar a
alguém criminalmente insano?
Não tinha nenhum sentido, não era lógico, de modo que descartei essa história.
Entretanto, a escutei novamente, um ano depois.
Soube que o terapeuta havia usado um processo de cura havaiano chamado
“Ho’oponopono”.
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Nunca ouvira falar dele, no entanto, não conseguia tirá-lo de minha mente.
Se a história era realmente verdadeira, eu tinha que saber mais.
Sempre soubera que total responsabilidade significava que eu sou responsável
pelo que penso e faço.
O que estiver além, está fora de minhas mãos.
Acho que a maior parte das pessoas pensa o mesmo sobre a
responsabilidade.
Somos responsáveis pelo que fazemos e não pelo que fazem os outros.
O terapeuta havaiano que curou essas pessoas mentalmente enfermas me
ensinaria uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total
responsabilidade.
Seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len.
http://www.hooponopono.com.br Arte:© Al McAllister
Passamos, provavelmente, uma hora falando em nossa primeira conversa
telefônica.
Pedi-lhe que me contasse toda a história de seu trabalho como terapeuta. Ele
explicou-me que havia trabalhado no Hospital do Estado do Havaí durante
quatro anos.
O pavilhão onde encerravam os loucos criminais era perigoso.
Em regra geral, os psicólogos se demitiam após um mês de trabalho ali. A
maior parte do pessoal do hospital ficava doente ou se demitia.
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As pessoas que passavam por aquele pavilhão simplesmente caminhavam
com as costas contra a parede com medo de serem atacadas pelos pacientes.
Não era um lugar bom para viver, nem para trabalhar, nem para visitar.
O Dr. Len disse-me que nunca viu os pacientes. Assinou um acordo para ter
uma sala no hospital e revisar os seus prontuários médicos. Enquanto lia os
prontuários médicos, ele trabalhava sobre si mesmo.
Enquanto ele trabalhava sobre si mesmo, os pacientes começaram a curar-se.
“Depois de poucos meses, os pacientes que estavam acorrentados receberam
a permissão para caminharem livremente”, me disse.
“Outros, que tinham que ficar fortemente medicados, começaram a ter suas
medicações reduzidas. E aqueles, que não tinham jamais qualquer
possibilidade de serem liberados, receberam alta”
Eu estava assombrado.
“Não foi somente isso”, continuou, “até o pessoal começou a gostar de ir
trabalhar. O absenteísmo e as mudanças de pessoal desapareceram.
Terminamos com mais funcionários do que necessitávamos porque os
pacientes eram liberados e todo o pessoal vinha trabalhar. Hoje, aquele
pavilhão do hospital está fechado.”
Foi neste momento que eu tive que fazer a pergunta de um milhão de dólares:
“O que foi que o senhor fez a si mesmo para ocasionar tal mudança nessas
pessoas?”
“Eu simplesmente estava curando aquela parte em mim que os havia criado”,
disse ele.
Não entendi. O Dr. Len explicou-me, então, que entendia que a total
responsabilidade por nossa vida implica em tudo o que está na nossa vida,
pelo simples fato de estar em nossa vida e ser, por esta razão, de nossa
responsabilidade. Num sentido literal, o mundo todo é criação nossa.
Uau! Mas isso é duro de engolir. Ser responsável pelo o que digo e faço é uma
coisa. Ser responsável pelo que diz e faz outra pessoa que está na minha vida
é muito diferente.
Apesar disso, a verdade é essa: se você assume completa responsabilidade
por sua vida, então tudo o que você olha, escuta, saboreia, toca ou
experimenta de qualquer forma é a sua responsabilidade, porque está em sua
vida.
Isto significa que a atividade terrorista, o presidente, a economia ou qualquer
coisa que você experimenta e não gosta, está ali para que você a cure.
Tudo isto não existe, digamos, exceto como projeções que saem do seu
interior.
O problema não está neles, está em você, e, para mudá-lo, você é quem tem
que mudar.
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http://www.hooponopono.com.br Foto: © Luiza McAllister
Sei que isto é difícil de entender, muito menos de aceitar ou de realmente
vivenciar. Colocar a culpa em outra pessoa é muito mais fácil que assumir a
total responsabilidade mas, enquanto conversava com o Dr. Len, comecei a
compreender essa cura dele, e que o Ho’oponopono significa amar-se a si
mesmo. Se você deseja melhorar sua vida, você deve curar sua vida. Se você
deseja curar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você o faz
curando a si mesmo.
Perguntei ao Dr. Len como ele curava a si mesmo. O que era, exatamente, que
ele fazia, quando olhava os prontuários daqueles pacientes.
“Eu, simplesmente, permanecia dizendo ‘Eu sinto muito’ e ‘Te amo’, uma vez
após outra” explicou-me.
“Só isso?”
“Só isso! Acontece que amar-se a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si
mesmo e, à medida que você melhora a si mesmo, melhora o seu mundo”
Permita-me, agora, dar um rápido exemplo de como isto funciona.
Um dia, alguém me enviou um e-mail que me desequilibrou.
No passado, eu teria reagido trabalhando meus aspectos emocionais tórridos
ou tentado argumentar com a pessoa que me enviara aquela mensagem
detestável.
Mas, desta vez, eu decidi testar o método do Dr. Len.
Comecei a pronunciar, em silêncio: “Sinto muito” e “Te amo”. Não dizia isto
para alguém, em particular. Ficava, simplesmente, invocando o espírito do
amor, para que ele curasse dentro de mim o que estava criando aquela
circunstância externa.
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Depois de uma hora, recebi um e-mail da mesma pessoa, desculpando-se pela
mensagem que me enviara antes.
Observe que eu não realizei qualquer ação externa para receber essa
desculpa. Eu nem sequer respondi aquela mensagem. Não obstante, somente
repetindo “sinto muito” e “te amo”, de alguma maneira curei dentro de mim
aquilo que criara naquela pessoa.
Posteriormente, participei de um workshop sobre o Ho’oponopono,
ministrada pelo Dr. Len.
Ele tem, agora, 70 anos de idade, é considerado um “xamã avô” e é um pouco
solitário.
Elogiou meu livro “O Fator de Atração” (The Attractor Factor). Disse-me que, à
medida que eu melhorar a mim mesmo, a vibração do meu livro aumentará e
todos sentirão o mesmo quando o lerem. Resumindo, na medida em que eu
melhore, meus leitores também melhorarão.
“E o que acontecerá com os livros que eu já vendi e que estão lá fora?”
perguntei.
“Eles não estão lá fora”, explicou ele, me desconsertando, mais uma vez, com
sua sabedoria mística . “Eles ainda estão dentro de você”.
Resumindo, nada está do lado de fora.
Seria necessário um livro inteiro para explicar essa técnica avançada com a
profundidade que ela merece.
“Basta, apenas, dizer que, quando você queira ou deseje melhorar qualquer
coisa na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de você
mesmo. E, quando olhar, faça-o com amor”.
Do website http://www.zerolimits.info © Joe Vitale
Revisão de várias traduções e a partir do original: Fábio Takashi e Al McAllister
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http://www.hooponopono.com.br Foto: © Clara McAllister
Descortinando o Processo
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Citando o Dr. Joe Vitale:
Com toda sinceridade, falando em caminhos espirituais, técnicas de cura
alternativas, de domínio da mente, tudo que você já estudou, visualizou,
colocou em prática, divulgou, doutrinou, defendeu, como afirmações, técnicas
variadas de estabelecimento de metas, de manifestação, tudo isso tem efeito,
traz satisfação, funciona todas às vezes, sem exceção?
Com certeza não. Já se perguntou por quê?
Porque são brinquedos da mente. Brinquedos que fazem você pensar que você
tem o comando. Que você pode pensar, fazer e acontecer. Mas a realidade é
que você não tem o comando, o controle. Os verdadeiros milagres acontecem
quando você deixa de lado os brinquedos, os recursos acumulados da mente,
e confia naquilo que não faz parte da tagarelice mental que se encontra dentro
de você, seu elo com o Divino. Agora, como permitir que este elo se revele?
Através deste sistema, o Ho’oponopono.
Ho’oponopono significa “corrigir um erro” ou “tornar certo” na língua original
dos havaianos. Embora não muito conhecido no Brasil, o Ho’oponopono
tradicional faz parte do sistema de cura Huna. É o nome que o
empresário/pesquisador americano Max Freedom Long deu à sua versão do
espiritualismo dos povos antigos do Havaí. Mais adiante temos informação
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sobre Huna aos que se interessarem, mas este Ho’oponopono sobre o qual
escrevo aqui é bem diferente do Ho’oponopono Huna. No sistema Huna o
processo de cura Ho’oponopono é inter-pessoal, requer a participação de todos
no processo de reconciliação, de solução de problemas. Este novo
Ho’oponopono, o Ho’oponopono Identidade Própria é um processo intrapessoal,
é você em comunicação com a Divindade. Foi desenvolvido pela
Kahuna Morrnah Nalamaku Simeona que o ensinou ao Dr. Ihaleakala Hew
Len.
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· Como praticar o Ho’oponopono Identidade Própria
Aqui entenderá por que o intelecto não dispõe dos recursos para resolver
problemas, ele só pode manejá-los. E manejar não resolve problemas. Ao fazer
o Ho’oponopono você pede a Deus, a Divindade, para limpar, purificar a
origem destes problemas, que são as recordações, as memórias. Você assim
neutraliza a energia que você associa à determinada pessoa, lugar ou coisa.
No processo esta energia é libertada e transmutada em pura luz pela
Divindade. E dentro de você o espaço vagado é preenchido pela luz da
Divindade. Então, no Ho’oponopono não há culpa, não é necessário reviver
sofrimento, não importa saber o porquê do problema, de quem é a culpa,
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nem sua origem. No momento que você nota dentro de si algum incômodo em
relação a uma pessoa, ou lugar, acontecimento ou coisa, inicie o processo de
limpeza, peça a Deus:
“Divindade limpe em mim o que está contribuindo para este problema.”
Então use as frases desta seqüência:
“Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato.” várias vezes, você pode
destacar uma que lhe toca mais naquele momento e repeti-la. Deixe sua
intuição lhe guiar. Quando você diz “Sinto muito” você reconhece que algo
(não importa se saber o que) penetrou no seu sistema corpo/mente. Você quer
o perdão interior pelo o que lhe trouxe aquilo. Ao dizer “Me perdoe” você não
está pedindo a Deus para te perdoar, você está pedindo a Deus para te ajudar
se perdoar. “Te amo” transmuta a energia bloqueada (que é o problema) em
energia fluindo, religa você ao Divino. “Sou grato” é a sua expressão de
gratidão, sua fé que tudo será resolvido para o bem maior de todos envolvidos.
A partir deste momento o que acontece a seguir é determinado pela Divindade,
você pode ser inspirado a tomar alguma ação, qualquer que seja, ou não. Se
continuar uma dúvida, continue o processo de limpeza e logo terás a resposta
quando completamente limpo.
Lembre-se sempre que o que você vê de errado no próximo também existe em
você, somos todos Um, portanto toda cura é auto cura. Na medida em que
você melhora o mundo também melhora. Assuma esta responsabilidade.
Ninguém mais precisa fazer este processo, só você.
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Não existe regra em relação à ordem das frases. Use a seqüência com qual
se sentir melhor, a que estiver mais em sintonia com o seu momento. Pode
usar uma ou duas, geralmente só “Te amo” já resolve. O aspecto principal é
que estamos aprendendo a nos relacionar com nossa Mente Subconsciente,
conhecida na tradição havaiana como o Unihipili. Ele é responsável pelas
memórias, ele as recebe e armazena, repetindo-as conforme sua programação.
É ele que devemos aprender a amar, pedindo perdão pela falta de
consideração e comunicação. Existem detalhes sobre suas características que
não são necessárias serem abordadas aqui, mas são explicadas e ilustradas
mais adiante em um texto do Dr. Len. O importante é saber que nos integramos
com a nossa Mente Subconsciente ao pedir a Divindade para limpar as
memórias que se repetem, que geram os conflitos, os problemas, os bloqueios
de energia, que resultam em doenças, psíquicas e físicas.
Pense as frases em todos os momentos no seu dia a dia, isso o manterá
com uma atitude vibrante de bem-estar e compreensão, em relação á qualquer
coisa que se manifestar para você. Antes de sair de casa, peça a Deus para;
“limpar o que há em mim o que possa ser a causa de algum conflito ou
problema no caminho do trabalho,” (como exemplo).
Durante seu dia, ao sentir qualquer mal-estar, ou sentimento ruim, que lhe
traga alguma recordação, ou não, se ligue nesse sentimento “ruim” e peça a
Deus para limpar as memórias que estão o gerando. Uma frase muito útil é
pensada assim;
“Amo vocês minhas memórias! Sou grato pela oportunidade de libertar
vocês e a mim!”
Siga com as frases (ou frase) pelo tempo que quiser. A mudança é marcante.
Em situações difíceis, onde você pode se sentir desamparado (ou
desamparada), quando seu emocional está em desequilíbrio e os pensamentos
fluem desordenadamente gerando mais aflição, faça a oração de Morrnah.
Oração que abrange tudo e todos, um verdadeiro bálsamo espiritual:
“Divino Criador, pai, mãe, filho em um…
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe
ofendemos, à sua família, parentes e ancestrais em
pensamentos, palavras, atos e ações do início da nossa
criação até o presente,
nós pedimos seu perdão…
Deixe isto limpar, purificar, libertar, cortar todas as
recordações, bloqueios, energias e vibrações negativas
e transmute estas energias indesejáveis em pura luz…
Assim está feito.”
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Buscando Resultados
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Agora chegamos ao que para muitos é controverso, em função da
necessidade que o intelecto, o ego, sente de ter o aparente domínio sobre
situações. De poder controlar, direcionar e obter resultados, a partir do
planejamento de metas específicas. Aqui entramos na questão do mérito, ou
não, do poder da mente, das afirmações, do pensamento positivo, e assim por
diante. Este é o divisor das águas em relação à tradição original. A diferença
entre o Ho’oponopono Huna e o Ho’oponopono da Identidade Própria.
Em uma entrevista ao Saul Maraney, da África do Sul, o Dr. Len fez estas
observações:
O Dr. Len afirma que limpar visando um resultado não funciona. Mas
quando você limpa por limpar, você pode ser agradavelmente surpreendido
pelo o que a Divindade escolher como resultado para você. Isso libera a Mente
Consciente de ter que decidir o que deve ou não ser limpo.
Lembre-se que todas as memórias são compartilhadas, na medida em que
fazemos o apelo ao Divino para limpar as memórias que se repetem em nós,
recordações de eventos desagradáveis, de desavenças, conflitos, elas sendo
neutralizadas em nós também são neutralizadas nos outros. Portanto a
necessidade de consertar o próximo, de fazer alguém entender nosso ponto de
vista, de convencer, justificar, convencer, converter, curar, são jogos mentais
da Mente Consciente querendo controlar resultados.
Dr. Len: “Este é um dos maiores problemas de terapeutas, eles pensam que
estão ali para salvar as pessoas quando na realidade estão ali para clarear a si
próprios.”.
Foto: © Luiza McAllister
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Com o Ho’oponopono estamos assumindo a responsabilidade pelas
memórias em comum que compartilhamos com outras pessoas. O intelecto não
tem a capacidade de assimilar e avaliar toda a informação que se apresenta
em relação a qualquer problema, portanto não sabemos o que realmente está
acontecendo em momento algum.
Quando dizemos para a Divindade “Se há algo em mim acontecendo que estou
vivenciando as pessoas de um determinado modo, eu quero liberar essas
coisas”, ao se soltar essas coisas, mudamos nosso mundo interno, e isso em
contrapartida faz com que o mundo inteiro mude.
Dr. Len: “Ser 100% responsável é uma estrada difícil de viajar, porque o
intelecto é tão insistente. Quando um problema nos aparece, o intelecto
sempre busca alguém ou alguma coisa para culpar. Nós continuamos
procurando lá fora (de nós) a origem dos nossos problemas. Não percebemos
que a origem está sempre dentro de nós.”.
A professora do Dr. Len, Morrnah Simeona, ensinava que “Nós estamos aqui
somente para trazermos paz para nossa própria vida, e se trazemos paz para
nossa própria vida, tudo em nossa volta encontra seu próprio lugar, seu próprio
ritmo e paz,” e isso é tudo que é o Ho’oponopono.
O Dr. Len diz que o Ho’oponopono nos ensina a não sermos intrusivos na
vida do próximo e dar conselhos, mas quando experienciamos outras pessoas
como problemas, devemos nos perguntar “O que está acontecendo em mim
que estou experienciando isso?”.
Dr. Len faz questão de dizer que a mente nunca entende as coisas como elas
são, o que ela recebe é uma réplica. A mente tem um modelo de como as
coisas funcionam, mas isso não é o que realmente está acontecendo, porque
se a mente realmente soubesse o que estava acontecendo, não vivenciaria
problemas.
Dr. Len: “Decisões são tomadas para nós antes de nós decidirmos tê-las, isso
porque sempre existem milhões de memórias inconscientes nas nossas
Mentes Subconscientes, e são essas memórias que tomam as decisões por
nós. E como não estamos cientes dessas memórias, precisamos falar com a
Divindade, que está ciente delas, e só a Divindade pode cancelá-las.”.
Então, de momento a momento, praticando o processo Ho’oponopono,
estamos cancelando as memórias na nossa Mente Subconsciente ao dizer
para o Divino: “Não sei por que estou vivenciando isso, mas se tenho um
problema em comum com estas outras pessoas, eu gostaria de reparar isso.”.
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De acordo com o Dr. Len; “Ho’oponopono é sobre se entregar e confiar, por
que resultados são trabalhos do intelecto. Expectativas são somente memórias
se repetindo, e nada na vida acontece acidentalmente. É a Divindade que está
orquestrando os eventos, e nosso trabalho é estar em paz.”.
“Se insistirmos em determinar metas precisamos estar sempre limpando para
aceitarmos se soltar e permitir que nossa vida siga no caminho que é para ser
seguido.”
“Se somos inflexíveis, e temos nossa mente em somente uma meta,
perderemos as muitas oportunidades (Inspirações) que provém do
Divino.”.
Dr. Len: “É imperativo se realizar que a pessoa que pratica o processo
Ho’oponopono não está curando, e sim, que o Ho’oponopono é o processo
de se permitir que a Divindade, que criou tudo e sabe de tudo, cancele as
memórias que vivenciamos como problemas”.
“O que estamos fazendo com o limpar do Ho’oponopono é colocando tudo de
volta na sua ordem natural. Se estamos preparados para ser 100%
responsáveis em primeiro lugar, e chegamos a 100% de paz com nós mesmos,
tudo se alinha perfeitamente consigo mesmo e a Divindade.”.
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O Dr. Len diz que; “Somos todos Seres Divinos, mas a mente só pode servir
um mestre de cada vez. Pode servir as memórias repetindo os problemas, ou
pode servir a Divindade que são as Inspirações.”
“O intelecto tem esta escolha: pode funcionar comandado pelos
problemas, ou pode funcionar comandado por Inspiração.”
“Devemos ficar de olho em ter expectativas em nossa vida. O limpar não tem
nada a haver com expectativas. Não estamos limpando para salvar a vida de
alguém. O porquê estamos limpando é para acontecer pacificamente o que é
perfeito e correto em nossa vida.”
“A limpeza é feita para conseguirmos as circunstâncias perfeitas e corretas
para nós”. Mas não sabemos quais. Só o Divino sabe.
A limpeza do Ho’oponopono é profunda por que estamos lidando diretamente
com o Divino, e o Divino é perfeito no seu trabalho.”.
“Nós não podemos dizer para a Divindade quais resultados queremos com
nossa limpeza”. Nossa única responsabilidade é dizer “Sinto muito e me
perdoe”. A responsabilidade da Divindade é o que for.
“O processo Ho’oponopono só precisa de uma pessoa: ‘A Paz começa
comigo, e com ninguém mais. ’ Todos querem estar em sintonia consigo
mesmo, e somente quando conseguirem poderão cumprir seu destino.”
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100% de Responsabilidade
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Precisamos entender com clareza que a mente é perfeita. O que não é
perfeito são os dados e memórias que nossa mente carrega, e com o
Ho’oponopono é isso que estamos trabalhando. Estamos cancelando
memórias em comum, a tarefa é essa. Quando o Dr. Len fala para as pessoas
ele só procura a memória em comum que elas compartilham, ele pode nem
estar ciente dela. E só precisa uma pessoa estar preparada para ser 100%
responsável para apagar a memória compartilhada por todos ali.
Dr. Len: “O Ho’oponopono é somente sobre o ato de se olhar ao se limpar o
lixo que nos causa problemas, que compartilhamos em comum com as outras
pessoas.”.
O Dr. Len disse que ele gosta quando pessoas estão sendo rudes com ele, por
que ele sabe que são os dados que estão os fazendo serem assim, e como ele
está procurando dados para apagar os melhores dados a serem apagados são
os dados ruins.
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Dr. Len: “A definição de Ho’oponopono é corrigir um erro, e o erro é corrigido
ao se dizer ‘Te amo, Sinto Muito, Me perdoe, e Sou grato’ ao Divino, para se
permitir que o Divino vague e cancele os dados (as memórias na Mente
Subconsciente) que experienciamos como problemas.
Ao fazer os diversos processos Ho’oponopono, estou pedindo a Divindade
para cancelar programas (memórias) em mim para que eles sejam cancelados
nas outras pessoas também. Só preciso olhar o que está acontecendo em mim,
o que tenho em comum com os outros. Estou disposto a ser 100% responsável
porque só dependo de mim para trazer a paz para a minha própria vida, por
que isso é minha responsabilidade.”
“Se não estivermos fazendo a nossa limpeza o tempo todo, aí alguém infeliz
está sujeito a aparecer na nossa existência, e isso pode nos aprisionar no seu
pesar. “.
“Se alguém aparece com raiva em minha experiência, eu assumo 100% de
responsabilidade me perguntando: ‘O que há em mim, que eu preciso liberar,
que está fazendo aparecer esta experiência?’ Eu olho para qual problema
(memórias) em mim está causando a situação, que eu posso oferecer para a
Divindade cancelar.
Eu quero sempre estar limpando, por que eu quero prevenir que quaisquer
problemas venham à tona, se é correto que eles sejam prevenidos.
Porém, às vezes os problemas aparecem. Por quê? Isso é algo que só a
Divindade sabe, mas o processo Ho’oponopono é sobre prevenção.”.
Antes de qualquer refeição o Dr. Len fala mentalmente para o alimento: “Te
amo. Se estou trazendo qualquer coisa a esta situação que possa causar eu
me sentir doente enquanto ingiro você; não é você. Não é nem eu. É algum
gatilho que eu estou disposto a ser responsável por.”.
“Quando existe uma memória repetindo e estamos com pesar, fazemos coisas
que ordinariamente não faríamos, mas se nos dispusermos trabalhar naquela
memória podemos cancelá-la.”
O Dr. Len “respira” o Ho’oponopono . Ele diz que ele está disposto a trabalhar
nas suas memórias por que se não, ele adoecerá, se sentirá infeliz, confuso, e
culpando, e este não é um lugar que ele quer estar.
Como podemos incorporar o Ho’oponopono em nossas vidas?
Um provérbio chinês diz que a jornada de mil quilômetros começa com um
passo. Dr. Len sempre bebe a Água Solarizada Azul. Ao bebê-la ele está
pedindo a Divindade para cancelar as memórias que ele compartilha com
outras pessoas. Ao fazer seu pedido a Divindade, ele não sabe quais memórias
estão sendo canceladas.
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Ho’oponopono contém processos de limpeza que inclui alimentos, respiração,
e exercício. Dr. Len diz que sua vida toda está organizada para ele cumprir
com sua missão – que é limpar sua mente de problemas (memórias) para que
ele seja conforme a Divindade o criou – puro em coração.
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A Personificação do Divino
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Dr. Len ao Saul Maraney:
Dr. Len destaca que a profunda palavra havaiana “Aloha” significa: Estar na
presença (Alo) do Divino (Ha). Ele diz que quando dizemos Aloha para alguém,
estamos reconhecendo que aquela pessoa é o Divino personificado.
Dr. Len quer viver o estilo de vida Ho’oponopono, então ele limpa
continuamente, reconhecendo que tudo em sua vida é a Divindade
personificada.
O Dr. Len confessa que o Ho’oponopono é difícil de praticar. Não passa um
dia que ele não se aborrece, fica irritado, se perguntando; “Como?” ou
pensando, mas pelo menos ele está ciente, e logo que ele se toca que
escorregou ele volta à limpeza. Ele diz que não passa um dia que ele não dê
um tropeço.
Quando conseguimos ver o mundo assim, é impossível olhar alguém e julgá-lo,
ter algum preconceito, em função da sua “classe social”, origem, maneira de se
expressar, do trabalho que faz, escolhas que fez, etc. Aquela pessoa é Deus se
expressando daquela forma, dentro daquelas limitações, naquele contexto,
rico, pobre, o que seja.
É sempre bom lembrar que quando reagimos ao que alguém faz, ou o
criticamos, é porque o mesmo existe dentro de nós, são as memórias, energia,
que compartilhamos com aquela pessoa. É uma ótima oportunidade para se
limpar.
“A única maneira que eu possa estar em paz é fazendo o Ho’oponopono por
mim, porque eu quero estar em paz, e porque eu sei que enquanto estiver em
paz comigo mesmo eu reparo que todos ao meu redor também estão em paz.
Portanto quando noto qualquer coisa que posso perceber como sendo um
problema, eu me pergunto; ‘O que há em mim que eu preciso liberar?’ “.
“As pessoas só aparecem em nossas vidas para nos mostrar se estamos
dentro ou fora dos trilhos com nossa própria vida. A maior parte do tempo não
sabemos se estamos ou não, por isso precisamos limpar constantemente.”.
“Tentar ajudar as pessoas falando a elas, não ajuda. Com o Ho’oponopono eu
trago a paz para mim mesmo, assim todos em minha volta podem ter a paz
para si.”.
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Ferramentas
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Limpar significa pedir a Divindade para colher nossas recordações (as
memórias se repetindo no subconsciente) e transmutá-las em pura luz,
neutralizando seus efeitos – que são os problemas na vida. Fazendo com que
a Inspiração venha nos guiar ocupando o espaço vago pelas memórias na
nossa Mente Subconsciente.
Dr. Len diz: “Só a Divindade pode descer até a Mente Subconsciente, pegar as
memórias problemáticas, neutralizá-las e então deixar a mente limpa. E agora,
como não há mais memórias ou problemas, a mente está em paz novamente.”.
“Uma vez que a mente entra neste estado de vazio e paz, a Divindade traz a
Inspiração, entrando a Inspiração o cancelamento/transmutação de memórias
ocorre – o que só o Divino pode fazer.”.
O Dr. Len ensina vários métodos para se limpar no seu Workshop
Ho’oponopono, ainda inédito aqui no Brasil. Mas aos básicos temos acesso
através do que já foi publicado e divulgado pela internet. Pode se dizer que a
maior parte que é ensinada no Workshop já consta neste material disponível na
Rede.
As Frases
O principal é o uso das frases: Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato.
O Ho’oponopono incessante do qual o Dr. Len fala, é mentalmente dizer estas
frases, ou frase, antes e durante tudo o que se faz, e lugar que se vai. Ao
reparar sentimentos aflorando, aproveite para fazer esta limpeza. Como
exemplo; a pessoa sente a necessidade de emagrecer, pela força de vontade
até que consegue perder peso, mas fica sempre aquela tensão, aflição,
frustração, por ter o receio de engordar ou por ter engordado novamente.
Limpando-se em cima desses sentimentos faz-se com que o programa interno,
guardado na Mente Subconsciente, responsável pela pessoa estar acima do
peso seja eliminado. O mesmo para quem quer parar de fumar, toda vez que
perceber a vontade de fumar faça a limpeza com as frases, ou frase, peça a
Divindade para limpar as memórias/programas responsáveis por aqueles
sentimentos. Agora, não limpe visando o resultado de perder peso ou parar
de fumar. Peça a Divindade para limpar o sentimento desconfortável em
relação a aquela condição ou hábito. Isto sim. Deixe a Divindade lhe
proporcionar o bem.
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A Respiração “Ha”
O nome “Havaí” significa “O sopro e água do Divino”. O processo de respiração
“Ha” é simples de fazer e cancela memórias.
O processo é feito assim: Sentado confortavelmente, com os pés no
chão, costas retas; Inspire – mentalmente conte até 7, segure o ar por uma
contagem de 7. Expire, contando mentalmente até 7. Segure com os
pulmões vazios por uma nova contagem mental de 7. Repita o processo 9
vezes.
Também você pode juntar os dedos indicador e polegar de cada mão, e
trespassá-los formando um elo, como o símbolo “Infinito”. Manter esta posição
durante o processo.
Respire sem forçar, para não hiperventilar, o que pode provocar tontura e malestar.
Pense as frases, ou frase: “Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou
grato.”. O Dr. Len afirma que este processo pode eliminar o estado de
depressão.
Anteriormente eram 7 conjuntos de respiração que se fazia, mas em um
Workshop recente o Dr. Len disse para se fazer 9 conjuntos de respiração em
vez de 7.
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Água Solar Azul
Adquira um recipiente de vidro azul com uma tampa não-metálica.Também
evite que, se o recipiente for uma garrafa d’água como estas da foto, que a
tampa plástica tenha contato com a água. Plásticos degradam quando
expostos ao sol, soltando compostos químicos. Use papel manteiga fixado com
um elástico para cobrir a garrafa. Verta água de torneira (aqui no Brasil é
melhor água filtrada) no recipiente. Coloque o recipiente azul no sol ou sob
uma luz incandescente (não lâmpada fluorescente) durante pelo menos uma
hora. Depois que a água está solarizada (alterada por exposição à luz solar),
pode ser usada de vários modos. Beba-a. Cozinhe com ela. Use para o
chimarrão. No enxágüe após o banho. Frutas e legumes amam serem lavados
em Água Solar Azul! Assim como os processos com as frases, a Água Solar
Azul vaga as memórias na Mente Subconsciente. Assim, beba sempre!
Observe a sua reação ao uso da Água Solar Azul, em algumas pessoas o
efeito do que parece ser um processo de desintoxicação psíquica e física é
bem acentuado. Pesadelos pode ocorrer com freqüência durante algumas
noites, mas acabam depois de um tempo, procure usar as frases antes de
dormir depois de fazer a Respiração Ha para neutralizar quaisquer memórias
que possam vir a atrapalhar o sono. Se continuar a ser incômodo o efeito
diminua a quantidade da água sendo bebida. Siga sua intuição.
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Morangos e Mirtilos
Estas frutas vagam memórias. Elas podem ser comidas frescas ou secas,
podem ser consumidas como compota de frutas, geléias, e xarope sobre o
sorvete!
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http://www.hooponopono.com.br © Crescent Ltda.
Mais Ferramentas (“Não-Oficiais”)
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As ferramentas para limpeza mencionadas anteriormente são as que
constam nos textos do Dr. Len no seu site http://www.hooponopono.org e que foram
mencionados em entrevistas e fóruns americanos.
Na realidade qualquer objeto pode ser utilizado como uma ferramenta para
efetuar a limpeza, desde que você tenha uma identificação com ele, que ele
possa lhe servir como um “link”, ou “gatilho” para você praticar o
Ho’oponopono. É como uma âncora que impede a mente de navegar solta – o
que é uma condição usual nossa, as memórias se repetindo chamam a
atenção com algum gancho, ou apelo, e distraidamente lá vamos nós em mais
uma viagem mental. São as “conversas internas” procurando justificativas,
explicações, tentando mudar o passado lembrado, ou o encobrindo com
discursos variados, historinhas épicas, e assim por diante.
O Cartaz Ho’oponopono
A ferramenta então pode ser uma imagem como o Cartaz Ho’oponopono do
site http://www.hoponopono.com.br . Você o pendura na parede e toda vez que olha
para ele já se lembra da limpeza, ou se você está com algum problema, olhe
a imagem e de imediato ele vai neutralizar, vagar a memória, origem do
problema. O cartaz em si está imantado com a energia do significado das
frases, pela atenção concentrada nelas quando a imagem foi produzida. É uma
assinatura poderosa. Repita as frases, ou frase, o tempo que lhe convier.
O interessante é que, quanto mais pessoas vêem este Cartaz Ho’oponopono,
praticam o Ho’oponopono com ele, mais forte o efeito reparador de limpeza.
Isso por que a imagem original, como se fosse uma fonte de energia, uma
antena transmitindo um sinal, está conectada com todas as cópias
existentes por esta assinatura vibracional. A sensação de bem-estar,
transformação é multiplicada exponencialmente pela dedicação, atenção, e
apreciação de muitos. E a sua também.
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A Borracha de Apagar
Outra ferramenta muito útil é o lápis com borracha de apagar. Use a ponta
com a borracha para dar vários toques em itens que você sente contém uma
carga negativa. Esta “carga” tem a haver com alguma memória em você que
está se apresentando para ser limpa. Este processo é muito bom para contas,
cobranças, contratos, multas de trânsito, boletins escolares, etc. Não é
recomendável tocar pessoas neste caso…
Você pode usar um caderno escolar, comum, e escrever os assuntos a serem
tratados, e tarefas a serem cumpridas durante o dia. Date aquela página,
feche o caderno e dê vários toques na capa pedindo a Divindade para limpar
em você quaisquer memórias que possam resultar em problemas relativos ao
que consta dentro do caderno. Pense as frases ou frase continuamente: “Te
amo. Te amo. Te amo.“ Isso pode ser um ótimo hábito para se iniciar o dia.
Tem pessoas que preferem um envelope, em vez do caderno.
Deixe o caderno, ou envelope, à mão e dê alguns toques nele de vez em
quando, ao fazer as suas tarefas, sempre com as frases ou frase em mente.
Se você está passando por momentos de preocupação na parte financeira,
com contas atrasadas, cobranças, etc., coloque estas contas e documentos
dentro do caderno ou envelope. Dê vários toques pedindo a Divindade para
limpar em você qualquer coisa que esteja gerando estes problemas, ou que
possa vir a gerar problemas. Mentalmente diga as frases ou frase.
Importante: Você não está limpando para obter resultados. Não é para ter
dinheiro para pagar as contas, para conseguir aquele emprego, ou aquela
promoção. Você não está limpando para conseguir com que fulana, ou fulano,
passe a reparar você, nada disso.
http://www.hooponopono.com.br
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Você está pedindo a Divindade para limpar as memórias em você que, no
momento, estão produzindo os problemas em sua vida, as ansiedades,
Conflitos, receios, o que seja. Não importa saber de onde vem o problema,
aparentemente de quem, ou por que. Isso é difícil do intelecto abrir mão, mas
com a prática do Ho’oponopono serás testemunha de que Deus sabe muito
melhor do que você qual é a solução. E pode lhe proporcionar a resposta e
benção que você nunca poderia imaginar ser possível!
Uma Ferramenta Bonita
http://www.crescent.com.br Mosalite Ho’oponopono Gerador de Orgônio
Este belo objeto confeccionado em pedra sodalita azul semi-preciosa, de forma
piramidal, é um Gerador de Orgônio Mosalite, modelo Ho’oponopono.
O que é Orgônio?
O Orgônio é o termo desenvolvido pelo Doutor Wilhelm Reich para descrever
e utilizar a energia e substâncias da vida em si, favorecendo o equilíbrio
energético e a força vital do ser humano. Orgônio é literalmente “Força Vital”,
também conhecida como “Prana”, “Chi”, “Energia Universal”.
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O gerador absorve o Ôrgonio, e recicla esta energia se ela estiver com a carga
nociva da poluição do ar, das emissões eletromagnéticas de televisores,
computadores, outros aparelhos domésticos, de torres de transmissão ELF
(Microondas de Freqüência Extremamente Baixa) e telefonia celular. O Orgônio
é veículo também para pensamentos e entidades parasitas e perturbadoras.
Este tipo de Orgônio é chamado de DOR (Orgônio negativo, “morto”, em inglês
“Dead Orgone” ou DOR).
Este Orgônio negativo (DOR) absorvido pelo gerador é reorganizado pelos
cristais de quartzo colocados conforme um padrão dentro da Orgonita, uma
mistura de limalha de metais com resina que é o componente que atrai o
Orgônio. O Orgônio reestruturado e purificado, Orgônio limpo, positivo e revitalizador,
é redirecionado pelos cristais e lançado de volta ao meio-ambiente.
A sensação de limpeza e bem-estar é perceptível a muitas pessoas, as mais
sensitivas enxergam a aura azul do campo de Orgônio em volta do gerador. A
vantagem destes geradores é que não ficam saturados de DOR como os
antigos Acumuladores de Orgônio do Dr. Wilhelm Reich, que precisam ser
descarregados, e necessitam de um meio-ambiente arejado e limpo de
emissões eletromagnéticas para não se tornarem perigosos ao usuário.
O Gerador de Orgônio Ho’oponopono além da beleza de sua pedra azul
como objeto decorativo, pode ser utilizado como mais uma ferramenta para a
prática do Ho’oponopono. Por ele ter esta capacidade de transmutação
energética, ele pode realçar, revigorar, o efeito âncora descrito anteriormente.
Facilitando o processo de limpeza das memórias se repetindo na Mente
Subconsciente.
O jeito mais prático é colocar o gerador de Orgônio sobre o caderno, ou
envelope, e pedir a Divindade para limpar o que há em você que está
causando problemas e sentimentos ruins relacionados ao que consta no
caderno (ou envelope). Peça a Divindade para limpar tudo em você que você
compartilha com outras pessoas que possa vir a causar problemas. Pense as
frases ou frase: “Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato.” várias vezes, a
sensação de bem-estar, de renovação, mudança de ânimo para melhor, pode
ser marcante. Deixe atuar por uma hora.
Importante: Você não está limpando para obter resultados.
Para adquirir o Gerador de Orgônio Ho’oponopono e outros modelos de
geradores de Orgônio, visite: http://www.crescent.com.br
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ENTREVISTA COM O IHALEAKALA HEW LEN – Ph.D.
(Quem é esse homem e porque ele usa um quepe de baseball?)
Por Cat Saunders
Como demonstrar gratidão a alguém que lhe ajudou a ser livre? Como demonstrar
gratidão a um homem cuja gentileza de espírito, e “tiradas” espirituosas, alterou
completamente o curso de sua vida? Ihaleakala Hew Len é a pessoa que significa tudo
isso para mim. Como um irmão de alma que aparece inesperadamente num momento
de necessidade, Ihaleakala entrou em minha vida em março de 1985, um ano de
grandes mudanças para mim. Eu o conheci durante um curso chamado Self I-Dentity
Through Ho’oponopono, no qual ele era facilitador, juntamente com a nativa
havaiana e kahuna (“guardiã do segredo”) Morrnah Nalamaku Simeona, já falecida.
Para mim, Ihaleakala e Morrnah fazem parte do ritmo da vida. Embora eu sinta um
grande amor por eles, não consigo vê-los como simples pessoas, porque a forma com
que eles influenciam minha vida vem através de um vigoroso pulsar, como o som de
tambores africanos na noite. Recentemente, tive a honra de ser convidada a
entrevistar Ihaleakala pela Foundation of I, Inc. (Freedom of the Cosmos), organização
fundada por Morrnah. Mas minha maior honra foi saber que ele estaria vindo do Havaí
especialmente para encontrar-se comigo.
Dr. Ihaleakala S. Hew Len é presidente e administrador da Fundação. Juntamente com
Morrnah, ele vem trabalhando com milhares de pessoas há muitos anos, inclusive com
grupos das Nações Unidas, UNESCO, Conferência Internacional pela Paz Mundial,
Conferência da Medicina Tradicional Indígena, Curadores pela Paz na Europa, e da
Associação dos Professores do Estado do Havaí. Tem também uma larga experiência
no tratamento de pessoas mentalmente enfermas, com criminosos doentes mentais e
suas famílias.
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Todo o seu trabalho como educador é permeado e tem como suporte o processo
Ho’oponopono.
Ho’oponopono significa simplesmente “acertar o passo” ou “corrigir o erro”. De
acordo com os antigos havaianos, o erro provém de pensamentos contaminados por
memórias dolorosas advindas do passado. Ho’oponopono oferece uma forma de
liberar a energia desses pensamentos dolorosos, ou erros, os quais causam
desequilíbrio e enfermidades.
No desenrolar do processo Ho’oponopono, Morrnah foi orientada a incluir as três
partes do eu, que são a chave para a Auto-identidade. Essas três partes, presentes
em cada molécula da realidade, são chamadas de Unihipili (criança / subconsciente),
Uhane (mãe / consciente) e Aumakua (pai / supraconsciente). Quando esta “família
interna” encontra-se alinhada, a pessoa está em sintonia com a Divindade, acontece o
equilíbrio e a vida começa a fluir. Assim, Ho’oponopono auxilia na restauração do
equilíbrio, primeiramente no individuo e depois em toda a criação.
Ao me apresentar este sistema tríplice, juntamente com o mais poderoso processo de
perdão que eu conheço (Ho’oponopono), Ihaleakala e Morrnah ensinaram-me o
seguinte: a melhor maneira de trazer cura para cada aspecto de minha vida, e para o
universo inteiro, é assumir 100% de responsabilidade e trabalhar comigo mesma. E
ainda aprendi com eles a simples sabedoria do total auto-cuidado. Como disse
Ihaleakala, em sua nota de agradecimento após nossa entrevista: “Cuide bem de
você. Se fizer isso, todos serão beneficiados.”.
Certa vez, Ihaleakala ausentou-se uma tarde inteira bem no meio de um curso do qual
eu participava, simplesmente porque seu Unihipili (criança / subconsciente) pediu para
ir ao hotel e tirar uma longa soneca. É claro que ele assumiu sua responsabilidade
antes de se retirar, e Morrnah estava lá para dar prosseguimento ao trabalho. Fiquei
impressionada com sua atitude. Para alguém como eu, criada numa família que
ensinava a sempre colocar os outros em primeiro lugar, a ação de Ihaleakala foi no
mínimo surpreendente e divertida. Ele tirou sua soneca e deu uma lição inesquecível
de auto-cuidado.
Cat: Ihaleakala, quando conheci você, em 1985, eu havia recém começado a trabalhar
com consultas individuais, depois de ter sido conselheira em agências durante quatro
anos. Lembro-me de você dizer: “Toda terapia é uma forma de manipulação.” E eu
pensei: “Cruzes! O que é que vou fazer agora?” Eu sabia que você tinha razão, e
quase desisti da idéia! É claro que continuei, mas aquela sua colocação mudou
completamente minha forma de trabalhar com as pessoas.
Ihaleakala: A manipulação acontece quando eu (o terapeuta) chego com a idéia de
que você está doente e eu vou trabalhar em você. Coisa muito diferente é quando
acredito que você veio até mim para me trazer uma oportunidade de olhar o que está
acontecendo comigo. Nesse caso não acontece a manipulação.
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Se a terapia for baseada em sua crença de que você está ali para salvar o outro, curar
o outro ou orientar o outro, a informação que você traz emerge do intelecto, da mente
consciente. Mas o intelecto não é habilitado para entender e abordar problemas. O
intelecto não tem a menor condição de solucionar problemas! Ele é incapaz de
compreender que, quando uma situação problemática é solucionada por transmutação
(como no caso de Ho’oponopono e outros processos semelhantes), não só a
situação fica resolvida, mas tudo o que estiver relacionado com ela, atingindo níveis
microscópicos e estendendo-se até o início dos tempos.
Sendo assim, penso que a pergunta mais importante a ser feita é: “O que é um
problema?” Se você faz uma pergunta como esta, não há clareza. E como não há
clareza, eles inventam uma forma de resolver o problema…
Cat: … Como se o problema estivesse “lá fora”.
Ihaleakala: Sim. Por exemplo, outro dia recebi um telefonema de uma mulher, cuja
mãe estava com 92 anos. Ela disse: “Minha mãe está com uma horrível dor nos
quadris já faz muitas semanas.” Enquanto a mulher falava comigo, eu fazia a seguinte
pergunta à Divindade: “O que está acontecendo comigo para ter causado a dor nesta
senhora? Como posso resolver este problema dentro de mim?” As respostas vieram e
eu fiz o que me foi solicitado.
Pode ser que uma semana depois a mulher me ligue para dizer que sua mãe está
melhor. Isto não significa que não haverá reincidência do problema, porque pode
haver causas variadas para aquilo que parece ser o mesmo problema.
Cat: Tenho acompanhado muitos casos de doenças crônicas e dores recorrentes.
Trabalho com elas o tempo todo, usando Ho’oponopono e outros processos de
clarificação, a fim de reparar toda dor que causei, desde o início dos tempos.
Ihaleakala: Sim. A idéia é que pessoas como nós estamos justamente trabalhando em
profissões de cura porque já causamos muita dor por aí.
Cat: Bota dor nisso!
Ihaleakala: Não é maravilhoso a gente saber disso? E ainda atendermos pessoas que
nos pagam por lhes ter causado problemas!
Eu disse isso a uma mulher em Nova York, e ela exclamou: “Meu Deus, se pelo
menos eles soubessem!” Mas, como você vê, ninguém sabe. Psicólogos, psiquiatras
continuam acreditando que a função deles é ajudar a curar o outro.
Vamos supor que você veio me consultar. Eu peço à Divindade: “Por favor, o que quer
que esteja acontecendo dentro de mim que causou esta dor na Cat, diga-me como
posso corrigir.” E então vou ficar continuamente aplicando a orientação recebida, até
que a sua dor vá embora, ou até você me pedir que eu pare. O importante não é
propriamente o efeito, mas chegar ao problema. Essa é a chave.
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Cat: Você não focaliza no resultado porque isto não é de nossa competência.
Ihaleakala: Certo. Nós só podemos fazer o pedido.
Cat: E nós também não sabemos quando uma determinada dor ou doença vai se
alterar.
Ihaleakala: Pois é. Digamos que se recomendou a uma mulher o tratamento com
certa erva, a qual não está surtindo efeito. Novamente a questão: “O que acontece
dentro de mim que faz com que esta mulher não receba os benefícios da erva?” E eu
vou trabalhar com isso. Vou limpar e ficar de boca fechada, permitindo que o processo
de transmutação se opere. Quando acontece de você se apegar a seu intelecto, o
processo é interrompido. A coisa mais importante a ser lembrada, no caso de um
trabalho de cura não surtir efeito, é aceitar a possibilidade que a causa do problema
está em erros múltiplos, em múltiplas questões e memórias dolorosas. Nós não
sabemos nada! Só a Divindade sabe o que está acontecendo.
No mês passado, fiz uma apresentação em Dallas. Na conversa com uma mestra em
Reiki, perguntei-lhe: “Quando alguém lhe vem com um problema, onde você vai
encontrá-lo?” Ela me olhou intrigada. E eu disse: “Em você. Porque foi você quem
causou o problema, e o seu cliente vai lhe pagar pela cura de um problema que é
seu!”.
Cat: 100% de responsabilidade.
Ihaleakala: 100% de consciência de que foi você quem causou o problema. 100% de
consciência de que é sua a responsabilidade corrigir o erro. Imagine o dia em que
todos nós formos 100% responsáveis!
Como vou convencer as pessoas de que nós somos 100% responsáveis pelos
problemas? Se você quer resolver uma situação problemática, trabalhe-a em si
próprio. Se a questão está ligada à outra pessoa, pergunte a si mesmo: “O que há de
errado comigo que está levando esta pessoa a me incomodar?” Aliás, pessoas só
aparecem na sua vida para lhe incomodar! Quando você sabe disso, pode superar
qualquer situação e se libertar. É simples: “Sinto muito por tudo que está acontecendo.
Por favor: Me perdoe.”.
Cat: Na verdade, você não precisa lhes dizer isto em voz alta, e nem mesmo precisa
entender o problema.
Ihaleakala: Aí está a beleza de tudo. Você não tem que entender. É como a Internet.
Você não entende nada de como funciona! Você apenas chega até a Divindade e diz:
“Vamos dar um download?” A Divindade então proporciona o download e você recebe
toda a informação. Mas, como nós não sabemos quem somos, nunca fazemos o
download direto da Luz. Vamos buscar lá fora.
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Sempre me lembro do que Morrnah dizia: “É um trabalho interno.” Se você quer ter
sucesso, trabalhe internamente. Trabalhe em você mesmo!
Cat: Reconheço que a única coisa que funciona é ser 100% responsável. Mas houve
um tempo em que questionei isto, porque eu era uma pessoa do tipo super
responsável, que cuidava de muita gente. Quando lhe ouvi falar sobre os 100% de
responsabilidade, não apenas por mim mesma, mas por todas as situações e
problemas, pensei: “Vamos parando por aí! Isso é loucura! Não preciso que ninguém
venha me dizer para ser ainda mais responsável!” O que aconteceu foi que, quanto
mais eu refletia sobre isso, mais fui descobrindo que há uma grande diferença entre
ser zelosa demais, e ser totalmente responsável pelo zelo comigo mesma. O primeiro
tem a ver com ser uma boa menina, e o segundo, com ser livre.
Lembro-me de quando você contou sobre a época em que trabalhou como psicólogo
na ala para loucos criminais no Hospital Estatal do Havaí. Disse que quando começou
a trabalhar lá, havia muita violência entre os internos e que, depois de quatro anos,
tudo ficou em paz.
Ihaleakala: Basicamente, assumi 100% de responsabilidade. Só trabalhei comigo
mesmo.
Cat: É verdade que, durante todo aquele tempo, você não teve contato com nenhum
dos internos?
Ihaleakala: É verdade. Eu só entrava no prédio para verificar os resultados. Se eles
ainda pareciam deprimidos, eu ia trabalhar mais um pouco em mim mesmo.
Cat: Você poderia contar uma história sobre a utilização do Ho’oponopono nos,
assim chamados, objetos inanimados?
Ihaleakala: Certa vez, eu estava num auditório, preparando-me para dar uma palestra,
e eu conversava com as cadeiras. Então, perguntei: “Há alguém aí que eu tenha
esquecido? Alguém entre vocês gostaria de expor algum problema que exija cuidado
da minha parte?” Uma das cadeiras respondeu: “Sabe, hoje num seminário anterior,
havia um cara sentado em mim, que sofria com problemas financeiros, e agora estou
me sentindo morta!” Tratei de limpar aquele problema e logo pude ver a cadeira se
endireitando e dizendo: “Ok! Estou pronta para acomodar o próximo!”.
Na verdade, o que eu tento fazer é ensinar a sala. Costumo dizer para a sala, e tudo o
que há nela: “Vocês querem aprender o Ho’oponopono? Afinal, breve irei embora, e
não seria ótimo se vocês pudessem fazer esse trabalho vocês mesmos?” Alguns
respondem sim, outros respondem não, e há aqueles que dizem: “Estou muito
cansado!”.
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Então, pergunto a Divindade: “Para aqueles que dizem que querem aprender como
posso ensiná-los?” Na maioria das vezes, a resposta é: “Deixe o livro azul (‘Self IDentity
Through Ho’oponopono’) com eles.” E é o que faço. Enquanto estou falando,
deixo o livro azul em cima de alguma cadeira ou mesa. Não costumamos acreditar que
as mesas ficam ali, quietas e atentas a tudo o que esta ocorrendo ao seu redor!
Ho’oponopono é muito simples. Para os antigos havaianos, todos os problemas
começam com o pensamento. Mas o problema não está no simples pensar. O
problema ocorre quando nossos pensamentos estão impregnados de memórias
dolorosas a respeito de pessoas, lugares ou coisas.
O trabalho intelectual por si só não é capaz de resolver estes problemas, porque a
função do intelecto é de apenas administrar. E não é administrando as coisas que se
resolvem problemas. Você quer é se livrar deles! Quando você faz Ho’oponopono, o
que acontece é que a Divindade pega os pensamentos dolorosos e os neutraliza ou os
purifica. Não se trata de neutralizar ou purificar a pessoa, o lugar ou a coisa. Você
neutraliza a energia que você associa com aquela pessoa, lugar ou coisa. Portanto, o
primeiro estágio de Ho’oponopono é a purificação da energia.
Então, eis que algo maravilhoso acontece. A energia não é apenas neutralizada; ela é
também liberada, o resultado é uma lousa totalmente nova. O que os Budistas
chamam de o Vazio. O último passo é permitir que a Divindade entre e preencha o
Vazio com luz.
Para fazer Ho’oponopono, você não precisa saber qual é propriamente o problema
ou o erro. Você só tem que se dar conta de que está tendo um problema, seja ele
físico, mental, emocional ou qualquer outro. Tão logo você o perceba, é sua
responsabilidade começar imediatamente a limpeza, dizendo: “Sinto muito. Me perdoe,
por favor.”.
Cat: Quer dizer que a verdadeira função do intelecto não é resolver problemas, mas
pedir perdão.
Ihaleakala: Sim. Eu tenho duas tarefas neste mundo. A primeira é, antes qualquer
outra coisa, cuidar da limpeza. E a segunda é despertar as pessoas que estão
adormecidas. Quase todo mundo está adormecido! Mas a única maneira de fazê-las
despertar é trabalhando comigo mesmo! Esta nossa entrevista serve de exemplo.
Durante as semanas que precederam nosso encontro, estive fazendo o trabalho de
clarificação, de modo que, quando nos encontrássemos, fôssemos como dois lagos
juntando suas águas. Eles se unem e vão em frente. Só isso.
Cat: Nesses dez anos que faço entrevistas, esta foi a primeira vez que não me
preparei. Toda vez que tentava fazê-lo, minha Unihipili dizia que eu devia apenas vir e
estar com você. Meu intelecto fez de tudo para me convencer de que eu tinha que me
preparar, mas eu não dei ouvido.
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Ihaleakala: Melhor pra você! O Unihipili, às vezes, é muito engraçado. Certo dia, eu ia
descendo por uma estrada no Havaí. Quando me preparava para pegar um declive à
direita, por onde eu sempre passava, ouvi a voz melodiosa do meu Unihipili: “Se eu
fosse você, eu não descia por aí.” E eu pensei: “Mas a gente sempre vai por aí.” E
continuei o meu caminho. Uns cinqüenta metros adiante, ouvi de novo: “Ei! Se eu
fosse você, eu não descia por aí!” Segunda chance. “Mas a gente sempre vai por aí!”
Nessa hora, a nossa conversa já era em voz alta e as pessoas nos carros próximos
me olhavam me achando maluco. Andei mais 25 metros, e ouvi um estrondoso: “Se eu
fosse você, eu não descia por aí!” Desci, acabei ficando parado por duas horas e
meia. Por causa de um enorme acidente, estava tudo congestionado. Não se podia ir
nem para frente nem para trás. Ai, ouvi meu Unihipili dizer: “Não falei?!” E ele ficou
sem conversar comigo um tempão. E com razão. Por que falar comigo se eu não o
ouvia?
Lembro-me uma vez, quando me preparava para ir à televisão falar sobre
Ho’oponopono. Meus filhos olharam para mim e disseram: “Pai, ficamos sabendo que
você vai aparecer na TV. Vê lá se põe umas meias que combinam!” Eles não se
preocuparam com o que eu ia falar. Eles só estavam preocupados com as minhas
meias. Você vê como as crianças sabem o que é realmente importante na vida?
Esta entrevista foi originalmente publicada por
The New Times, em Setembro de 1997.
Para mais informações sobre Ho’oponopono e contato com Ihaleakala Hew Len, Ph.D,
Visite o site http://www.hooponopono.org.
Cat Saunders, Ph.D é autora do livro Dr. Cat’s Helping Book.
Para mais informações, visite http://www.drcat.org .
Tradução apresentada por http://danielcaixao.multiply.com/journal/item/239
http://www.hooponopono.com.br
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Quem Tem o Comando?
Ihaleakala Hew Len, Ph.D.
Obrigado por me acompanhar na leitura deste artigo. Eu sou muito grato.
Eu amo o Ho’oponopono Identidade Própria e a querida Morrnah Nalamaku
Simeona, Kahuna Lapa’au, que graciosamente a compartilhou comigo em
Novembro de 1982.
Este artigo é baseado em pensamentos documentados em meu caderno de
anotações, em 2005.
09 de Janeiro de 2005
Problemas podem ser resolvidos sem a necessidade de se saber o porquê
deles! Perceber e apreciar isso é um alívio e alegria absolutos para mim.
Solucionar Problemas, parte do propósito da existência, é do que trata o
Ho’oponopono Identidade Própria. Para solucionar problemas, duas
questões devem ser respondidas:
Quem sou eu? Quem tem o comando?
Entender a natureza do Cosmos começa com o insight de Sócrates: “Conheçate
a ti mesmo”
21 de Janeiro de 2005
Quem está em controle?
Muitas pessoas, incluindo aqueles da comunidade científica, lidam com o
mundo como sendo uma entidade física. Pesquisas atuais no DNA para
identificar as causas e curas para doenças cardíacas, câncer e diabetes são o
principal exemplo disso.
A Lei da Causa e Efeito: Modelo Físico
Causa Efeito
Deficiência do DNA Doença do Coração
Deficiência do DNA Câncer
Deficiência do DNA Diabetes
Física Problemas Físicos
Física Problemas Ambientais
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O intelecto, a Mente Consciente, acredita que é solucionadora de problemas.
Que controla o que acontece e o que é vivenciado.
No livro “A Ilusão de Quem Usa: Reduzindo o tamanho da Consciência”, o
jornalista de ciências Tor Norretranders pinta uma imagem diferente da
Consciência. Ele cita estudos e pesquisas, particularmente do Professor
Benjamin Libet, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, que mostra
que decisões são tomadas antes que a Consciência as faça. E que o Intelecto
não é ciente disso, acreditando que é ele que decide.
Padrões
Do momento do meu nascimento
Ao instante da minha morte
Tem padrões que eu devo seguir
Assim como eu devo respirar cada respiração.
Como um rato num labirinto
O caminho diante de mim se estabelece
E o padrão nunca se altera
Até o rato morrer.
E o padrão ainda permanece
Na parede onde a escuridão caiu
E se ajusta como deveria
Porque na escuridão eu deveria ficar.
Como a cor da minha pele
Ou o dia em que eu cresci
Minha vida é feita de padrões
Que dificilmente podem ser controlados.
Paul Simon, Poeta
Norretranders também cita pesquisa que mostra que o Intelecto é consciente
de somente 15 a 20 bits de informação por segundo das milhões de reações
abaixo da sua percepção!
Se não o Intelecto, Consciência, então, quem detém o controle?
08 de Fevereiro 2005
Memórias se repetindo ditam quais as experiências da Mente Subconsciente.
A Mente Subconsciente experiencia, de forma indireta, imitando, ecoando as
memórias se repetindo. Comporta-se, experimenta , sente, e decide
exatamente como as recordações ditam. A Mente Consciente também opera,
sem perceber, pela repetição das memórias. Elas ditam as experiências da
Mente Consciente, como mostram as pesquisa.
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A Lei da Causa e Efeito: Ho’oponopono Identidade Própria
Causa Efeito
Memórias se repetindo na Mente Subconsciente Físico – Doença do coração
Memórias se repetindo na Mente Subconsciente Físico – Câncer
Memórias se repetindo na Mente Subconsciente Físico – Diabetes
Memórias se repetindo na Mente Subconsciente Problemas Físicos – No Corpo
Memórias se repetindo na Mente Subconsciente Problemas Físicos – No Mundo
O corpo e o mundo residem na Mente Subconsciente como criações de
memórias se repetindo, raramente como Inspirações.
23 de Fevereiro de 2005
A Mente Subconsciente e a Mente Consciente, que compõem a Alma, não
geram idéias próprias, pensamentos, sentimentos e ações. Como notado
antes, elas experienciam de forma indireta, através das memórias se repetindo
e através de Inspirações.
É essencial entender que a Alma não gera a experiência dela própria; que ela
experimenta o que a memória experimenta; sente o que a memória sente;
comporta-se como a memória se comporta e decide como a memória decide.
Ou, raramente, experiencia, sente, se comporta e decide como a Inspiração
experiencia, sente, se comporta e decide!
É crucial na solução de problemas entender que o corpo e o mundo não são
em si os problemas, mas os efeitos, as conseqüências, das memórias se
repetindo na Mente Subconsciente. Quem tem o comando?
12 de Março de 2005
O Vazio (o estado Zero, que também pode ser chamado de Vácuo) é o alicerce
da Identidade Própria, da Mente, do Cosmos. É o estado precursor da infusão
de Inspirações da Inteligência Divina para o interior da Mente Subconsciente.
”Tudo que os cientistas sabem é que o Cosmos foi gerado do nada, e retornará
para o nada, para o lugar de onde veio. O Universo começa e termina no zero.”
Charles Seife, “Zero: A Biografia de Uma Idéia Perigosa” (Veja o diagrama1)
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––
As memórias se repetindo deslocam do lugar o Vazio da Identidade Própria,
impedindo a manifestação de Inspirações. Para remediar este deslocamento,
para re-estabelecer a Identidade Própria, as memórias precisam ser vagadas
através da transmutação da Divina Inteligência.
“LIMPE, apague, apague e encontre seu próprio Shangri-Lá. Onde? Dentro de
vocês mesmos.”
Morrnah Nalamaku Simeona, Kahuna Lapa’au
Nem torre de pedra, nem paredes de estanho batido,
Nem o calabouço abafado, nem fortes correntes de ferro,
Podem reter a força do espírito.
William Shakespeare, Dramaturgo
22 de Março de 2005
A Existência é um presente da Inteligência Divina. E o presente é concedido
com o único propósito do restabelecimento da Identidade Própria através da
solução de problemas.
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Ho’oponopono Identidade Própria é uma versão atualizada do antigo
processo Havaiano de solução de problemas pelo arrependimento, perdão e
transmutação.
Não julgues, e não serás julgado. Não condenes, e não serás condenado.
Perdoe e serás perdoado.
Jesus , em Lucas:6
Ho’oponopono envolve a participação completa de cada um dos quatro
membros da Identidade Própria: Inteligência Divina, Mente Supraconsciente,
Mente Consciente e Mente Subconsciente, trabalhando juntas como uma
unidade. Cada membro tem função e papel único na solução dos problemas
das memórias se repetindo na Mente Subconsciente.
A Mente Supraconsciente é livre de recoedações, não é afetada pelas
memórias se repetindo na Mente Subconsciente. É sempre una com a
Inteligência Divina. De qualquer forma, conforme se move a Inteligência Divina
assim se move a Mente Supraconsciente.
A Identidade Própria opera pela Inspiração e memória. Somente uma delas,
memória ou Inspiração, pode estar no comando da Mente Subconsciente, a
qualquer momento.
A Alma da Identidade Própria serve somente a um mestre de cada vez,
usualmente a memória, o espinho, ao invés da Inspiração, a rosa.
(Veja o diagrama 2)
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30 de Abril de 05
“Eu sou o consumidor das minhas próprias lamúrias.”
John Clare, Poeta
O Vazio é o lugar comum, o meio equalizador, de todas as Identidades
Próprias, “animadas” e “inanimadas”. É a fundação, o alicerce eterno e
indestrutível de todo Cosmos, visível e invisível.
“Consideramos estas verdades evidentes por si mesmas, que todos os homens
(todas as formas de vida) são criados iguais…”, Thomas Jefferson, na
Declaração de Independência dos EUA.
As recordações se repetindo deslocam o solo comum da Identidade Própria,
tirando a Alma da Mente da sua posição natural de Vazio e Infinito. Embora as
memórias se repetindo desloquem o Vazio, não podem destruí-lo. Como pode
o nada ser destruído?
”Uma casa dividida contra si não se sustenta em pé.”
Abraham Lincoln
05 de Maio 2005
Para a Identidade Própria ser a Identidade Própria de momento a momento
requer o Ho’oponopono incessante. Assim como as memórias, o
Ho’oponopono incessante não pode tirar férias. Ho’oponopono incessante
não pode nunca se aposentar. Ho’oponopono incessante não pode nunca
dormir. Ho’oponopono incessante não pode nunca parar assim como…
“…nos seus dias de felicidade mantenha em mente o mal desconhecido
(memórias se repetindo) atropelando atrás.”
Geoffrey Chaucer, Os Contos de Cantuária
12 de Maio de 2005
A Mente Consciente pode iniciar o processo de Ho’oponopono para libertar as
memórias ou pode engajá-las culpando e pensando.
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Diagrama 3 (Solucionando o Problema)
Arrependimento & Perdão
1. A Mente Consciente inicia o processo Ho’oponopono de solução de
problemas, o pedido a Inteligência Divina para transmutar as memórias em
vazio. Reconhece que o problema são memórias se repetindo na sua Mente
Subconsciente. E que é 100% responsável por isso. O pedido se move para
baixo, da Mente Consciente para a Mente Subconsciente;
2. A solicitação descendo fluindo para dentro da Mente Subconsciente
gentilmente movimenta as memórias para transmutação. O pedido, então, sobe
da Mente Subconsciente para a Mente Supraconsciente.
3. A Mente Supraconsciente examina o pedido, fazendo as mudanças
apropriadas. Porque ela sempre está em sintonia com a Inteligência Divina, ela
tem a capacidade de examinar e fazer mudanças. O pedido é, então, enviado
para a Inteligência Divina, para revisão final e consideração.
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Diagrama 4
Ho’oponopono Identidade Própria
(Resolvendo o Problema)
Transmutação pela Inteligência Divina
4. Depois de analisar o pedido enviado pela Mente Supraconsciente, a
Inteligência Divina envia energia transmutadora para a Mente Supraconsciente.
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5. A energia transmutadora flui da Mente Supraconsciente para a Mente
Consciente.
6. A energia transmutadora flui da Mente Consciente para a Mente
Subconsciente. Onde a energia transmutadora primeiro neutraliza as memórias
designadas. As energias neutralizadas são, então, liberadas para
armazenamento, deixando um vazio.
12 de Junho de 2005
Pensamento e culpa (Veja gráfico 3) são memórias se repetindo.
A Alma pode ser inspirada pela Inteligência Divina sem saber o mínimo sobre o
que está acontecendo. O único requisito para Inspiração, Criatividade Divina, é
que a Identidade Própria seja ela mesma. Ser Identidade Própria requer
incessante limpeza das memórias.
As memórias são companheiras constantes da Mente Subconsciente. Elas
nunca deixam a Mente Subconsciente sair de férias. Elas nunca deixam a
Mente Subconsciente para se aposentarem. As memórias nunca param de se
repetirem, incessantemente!
Para acabar de uma vez por todas com as memórias, elas devem ser limpas
até não sobrar nada uma vez por todas.
30 de Junho de 2005
O propósito da vida é ser a Identidade Própria, como a Divindade criou a
Identidade Própria, em sua semelhança exata, Vazia e Infinita.
Todas as experiências de vida são expressões de memórias se repetindo e
Inspirações. Depressão, pensamento, culpa, pobreza, ódio, ressentimento e
aflição são “…frentes de lamentações”, como Shakespeare escreveu em um
dos seus Sonetos.
A Mente Consciente tem uma escolha: pode iniciar uma incessante limpeza ou
pode permitir as memórias repetindo problemas incessantemente.
12 de Dezembro de 2005
Consciência trabalhando sozinha é ignorante da dádiva mais preciosa da
Divina Inteligência: Identidade Própria. Como tal, é ignorante do que é um
problema. Esta ignorância resulta em ineficácia na solução de problemas.
Pobre Alma, é abandonada a um desnecessário, incessante pesar por toda sua
existência. Muito triste.
A Mente Consciente precisa ser acordada para a dádiva que é a Identidade
Própria, “…riqueza além de toda compreensão.”
A Identidade Própria é indestrutível e eterna como é seu Criador, a Divina
Inteligência. A conseqüência desta ignorância é a falsa realidade de pobreza
sem sentido e constante, doença, guerra e morte, geração após geração.
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24 de Dezembro de 2005
O físico é a expressão das recordações e Inspirações que ocorrem na Alma da
Identidade Própria. Mude o estado da Identidade Própria e o estado do mundo
físico mudará.
Quem comanda – Inspiração ou memórias? A escolha está nas mãos da Mente
Consciente.
7 de Fevereiro de 2006 (Um pulo para dentro de 2006)
Aqui temos quatro (4) processos de solução de problemas do Ho’oponopono
Identidade Própria e que podem ser aplicados para restabelecer a Identidade
Própria através do esvaziamento das recordações repetitivas de dentro da
Mente Subconsciente:
1. “Te amo”. Quando a Alma experiencia as memórias se repetindo, diga para
elas mentalmente ou silenciosamente:
“Amo vocês queridas memórias. Sou grato pela oportunidade de libertar
vocês e à mim”.
“Te amo”, pode ser repetido mentalmente seguidamente. Memórias nunca
saem “de férias” ou se aposentam, a menos que você as aposente. “Te amo”,
pode ser usado até mesmo se você não estiver consciente de problemas.
Por exemplo, pode ser aplicado antes de se ocupar com qualquer atividade
como fazendo ou respondendo a um telefonema ou antes de entrar em seu
carro para ir a algum lugar.
“Amem os seus inimigos, faça o bem aos que os odeiam.” Jesus em Lucas:6
2. “Sou grato”. Este processo pode ser usado com ou no lugar de “Te amo”.
Assim como “Te amo”, pode ser repetido mentalmente, seguidamente.
3. Água Solar Azul: Beber muita água é uma maravilhosa prática para a
solução de problemas, particularmente se for Água Solar Azul. Adquira um
recipiente de vidro azul com uma tampa não-metálica. Verta água de torneira
(aqui no Brasil é melhor água filtrada) no recipiente. Coloque o recipiente azul
no sol ou sob uma luz incandescente (não lâmpada fluorescente) durante pelo
menos uma hora. Depois que a água está solarizada (alterada por exposição à
luz solar), pode ser usada de vários modos. Beba-a. Cozinhe com ela. No
enxágüe após o banho. Frutas e legumes amam serem lavados em Água Solar
Azul! Assim como os processos “Te amo” e “Sou grato”, a Água Solar Azul
esvazia problemas de recordações na Mente Subconsciente. Assim, beba
sempre!
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4. Morangos e Mirtilos:
Estas frutas vagam memórias. Elas podem ser comidas frescas ou secas,
podem ser consumidas como compota de frutas, geléias, e xarope sobre o
sorvete!
27 de Dezembro de 2005 (Um pulo de volta a 2005)
Eu tive a idéia alguns meses atrás de um glossário “falante” dos “caracteres”
essenciais no Ho’oponopono Identidade Própria. Você pode se familiarizar
com cada um deles quando tiver tempo.
1. Identidade Própria: eu sou a Identidade Própria. Eu sou composto de
quatro elementos: Divina Inteligência, Mente Supraconsciente, Mente
Consciente e Mente Subconsciente. Minha fundação, Vazio e Infinito, é uma
réplica exata da Divina Inteligência.
2. Divina Inteligência: Eu sou a Divina Inteligência. Eu sou o Infinito. Eu crio
Identidades Próprias e Inspirações. Eu transmuto memórias ao Vazio.
3. Mente Supraconsciente: Eu sou a Mente Supraconsciente. Eu vigio as
Mentes Conscientes e Subconscientes. Eu reviso e faço mudanças apropriadas
dentro das solicitações Ho’oponopono para a Divina Inteligência iniciada pela
Mente Consciente. Eu não sou afetado pelas memórias dentro da Mente
Subconsciente. Eu sou sempre una com o Divino Criador.
4. Mente Consciente: Eu sou a Mente Consciente. Eu tenho o presente da
escolha. Eu posso permitir as memórias se repetindo ditando para a Mente
Subconsciente e para mim (as experiências na vida), ou eu posso iniciar a
libertação delas através do Ho’oponopono incessante. Eu posso pedir direção a
Divina Inteligência.
5. Mente Subconsciente: Eu sou a Mente Subconsciente. Eu sou o depósito
de todas as memórias acumuladas desde o inicio da criação. Eu sou o lugar
onde as experiências são vivenciadas como memórias ou como Inspirações.
Eu sou o lugar onde o corpo e o mundo residem como memórias se repetindo e
Inspirações. Eu sou o lugar onde os problemas residem como memórias
reagindo.
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6.Vazio: Eu sou o Vazio. Eu sou a fundação (o alicerce) da Identidade Própria
e do Cosmos. Eu sou onde as Inspirações surgem vindas da Divina
Inteligência, o Infinito. Memórias se repetindo dentro da Mente Subconsciente
me deslocam do lugar, mas não me destroem, impedem o influxo de
Inspirações vindas da Divina Inteligência.
7. Infinito: Eu sou o Infinito, Divina Inteligência. Como rosas frágeis,
Inspirações fluem de mim para o Vazio da Identidade Própria, facilmente
deslocado do lugar pelos espinhos das memórias.
8. Inspiração: Eu sou a Inspiração. Eu sou uma criação do Infinito, Divina
Inteligência. Eu me manifesto do Vazio para dentro da Mente Subconsciente.
Eu sou experienciada como um novo evento.
9. Memória: Eu sou a memória. Eu sou um registro na Mente Subconsciente
de experiências passadas. Quando ativada, eu repito experiências passadas.
10. Problema: Eu sou o problema. Eu sou uma memória repetindo uma
experiência do passado novamente na Mente Subconsciente.
11. Experiência: Eu sou experiência. Eu sou o efeito das memórias se
repetindo ou Inspirações dentro da Mente Subconsciente.
12. Sistema Operacional: Eu sou o Sistema Operacional. Eu opero a
Identidade Própria com o Vazio, Inspiração e Memória.
13. Ho’oponopono: Eu sou Ho’oponopono. Eu sou um antigo processo
Havaiano de solução de problemas, atualizado para os dias de hoje por
Morrnah Nalamaku Simeona, Kahuna Lapa’au, reconhecida como um Tesouro
Vivo do Havaí em 1983. Eu sou composto por três elementos: arrependimento,
perdão e transmutação. Eu sou uma solicitação iniciada pela Mente Consciente
à Divina Inteligência para vagar as memórias e com isso re-estabelecer a
Identidade Própria. Eu começo dentro da Mente Consciente.
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14. Arrependimento: Eu sou o arrependimento. Eu sou o começo do processo
Ho’oponopono iniciado pela Mente Consciente como uma solicitação para a
Divina Inteligência para transmutar as memórias ao Vazio. Comigo, a Mente
Consciente reconhece a sua responsabilidade pelas memórias repetindo
problemas dentro da Mente Subconsciente, tendo criado, aceitado e
acumulado elas.
15. Perdão: Eu sou o Perdão. Junto com o Arrependimento, eu sou uma
solicitação da Mente Consciente para o Divino Criador, para transformar as
memórias dentro da Mente Subconsciente ao Vazio. A Mente Consciente não
está somente lastimando, está também pedindo perdão à Divina Inteligência.
16. Transmutação: Eu sou a Transmutação. A Divina Inteligência me usa para
neutralizar e liberar as memórias ao Vazio dentro da Mente Subconsciente.
Somente a Divina Inteligência pode me utilizar.
17. Riqueza: Eu sou a Riqueza. Eu sou a Identidade Própria.
18. Pobreza: Eu sou a Pobreza. Eu sou as memórias se repetindo. Eu desloco
a Identidade Própria do lugar, impedindo a infusão de Inspirações da Divina
Inteligência para dentro da Mente Subconsciente.
Eu lhe desejo a paz além de toda a compreensão.
Ihaleakala Hew Len, Ph.D.
Chairman Emeritus
Fonte: The Foundation of I, Inc. Freedom of the Cosmos
http://www.hooponopono.org
Traduzido por: Roberto Gasi, revisão Al McAllister
Consta no site http://www.luzdegaia.org de Pedro Coelho
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Finalizando – Como Cheguei ao Presente
A minha experiência: um resumo do percurso de como cheguei no
Ho’oponopono.
Depois que me formei na faculdade em Nova York, em vez de retornar ao
Brasil eu continuei residindo e trabalhando na Grande Maçã, já tinha na época
muitos questionamentos relativos à religião, Deus, nossa origem, destino, etc.
A cidade fervilhava com grupos alternativos expondo todo tipo de prática
espiritual existente no planeta terra, e provavelmente grupos alienígenas
também – mas não tive contatos de primeiro grau com estes… mas aí depende
de ponto de vista também.
Como estava me estabelecendo no mercado de trabalho como artista eu tinha
pouco tempo para me dedicar nesta busca espiritual, mas sentia a necessidade
de me aprofundar nisso em busca de um sentido na vida. Assim aprendi a
meditar usando uma técnica de um inglês, radicado muitos anos nos EUA, de
observação do fluxo de pensamentos sem se envolver com eles, aí é que
comecei a compreender que os pensamentos não somos nós, que eles vêm de
algum lugar e se alojam na gente formando a base do nosso ego onde se
reproduzem, afirmam crenças e em geral bagunçam a nossa cabeça. Quantas
vezes agimos como bombeiro apagando incêndio, incêndio que nós mesmos
iniciamos querendo consertar pessoas, grupos, o mundo! 30 minutos pela
manhã e antes de dormir, esta prática me manteve com os pés no chão na
hora de discernir o verdadeiro valor de tudo que se apresentava de
interessante naquele turbilhão de informação que até hoje é Nova York, umbigo
e sovaco do mundo ao mesmo tempo. Li Rajneesh, Gurdjieff, Idries Shah, vi
Krishnamurti, dali eu ensaiei entrar numa ordem Sufi, mas acabei mesmo foi
voltando ao Brasil e participando 11 anos numa seita/centro espírita onde se
bebe o chá Oasca, chá que amplia a percepção de tudo, expande a
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58
consciência – supostamente. Na realidade compreendi que esta expansão de
consciência ocorre dentro de certos parâmetros, dentro dos limites da crença
professada pelo grupo, da sua doutrina, e aceita pela pessoa discípula. Tive
este insight sob efeito do chá, e neste aspecto me foi libertador naquele
momento. Anos antes havia lido todos os livros escritos pelo Carlos Castañeda
(o que realmente me motivou a procurar e entrar para este grupo) e ali na
sessão do chá me veio nitidamente o encontro do Castañeda (durante uma
viagem sobrenatural) com uma entidade que detinha o domínio de um lugar de
impressionante conhecimento. Ele ficou cativado pela beleza do lugar e todas
as coisas que estavam ali para serem descobertas, apreciadas, conhecidas, e
o poder que ele adquiriria com este conhecimento. Esta entidade ofereceu ao
Castañeda todo o conhecimento e poder daquele lugar em troca da sua alma.
Neste instante, para mim o Castañeda compreendeu que sua alma, sua
essência, tinha um valor que transcendia todo e qualquer conhecimento de
“lugares”, de poder, de autoridade, de importância. Pois na essência, no nosso
interior, encontra-se o Todo. E na minha situação ali, durante aquela sessão vi
claramente que a seita era como uma casa com muitos cômodos, cada
cômodo tinha lá objetos, estantes cheias de livros interessantes, e bonitos
quadros pelas paredes. Num relance reparei que entre os quadros havia uma
janela, que antes eu achava que era mais um quadro, e ao olhar pela janela um
véu se desfez e olhei uma realidade muito mais ampla. O contraste foi muito
grande, compreendi que aquela casa onde eu estava era uma construção fruto
da mente se uma pessoa que nós tínhamos como “mestre”, e nesta
concordância coletiva fortalecíamos a crença por ele elaborada, que vinha
vinculada ao chá, e ainda acrescentávamos a ela mais detalhes! Vi que podia
ficar anos e anos ali, fascinado com as estórias, os detalhes, os “quadros”,
“livros”, e “cômodos” daquela infra-estrutura, toda a vida, social e espiritual
girando em torno daquilo, sem entender que uma vida real, espiritual, de
verdadeiro descobrimento e expressão se encontravam no lado de fora daquilo.
No dia a dia do mundo, no trabalho, com a família, com os amigos.
Compreendi então nossa humanidade, como somos todos parte do Um, que
ali na seita eu vivia conforme o que eu acreditava daquela doutrina, tudo
acontecia comigo dentro daqueles limites, por escolha minha de estar lá. Não
havia nada de errado com isto, não renego os anos passados lá, nem critico
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os amigos que eu tinha e tenho lá até hoje, mas no meu caso eu vi que não
precisamos de intermediação, de veículo como um chá, para nos levar até
Deus. Em primeiro lugar porque não existe esta separação, Deus lá e a gente
aqui precisando “evoluir” para chegar lá. Com isso tratei de procurar a porta de
saída daquela casa.
Foto © Luiza McAllister
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O discernimento entre o que é Inspiração e o que vem do banco de memórias
do ego não é fácil, mesmo com a prática do Ho’oponopono. Prática que eu
comecei ao ouvir duas entrevistas do Dr. Ihaleakala Hew Len onde ele deixou
claro que: a única coisa que precisamos fazer é a limpeza incessante das
memórias no nosso subconsciente através do Ho’oponopono, assim abrimos
um espaço em nós onde a Inspiração do Divino nos orienta, com isso tomamos
a ação correta. Assim não há mais escolhas. Quando há escolhas é porque
estamos ainda nos limites do intelecto, das memórias. Um dia se descobre que
não sabe que não sabe nada. Ho’oponopono, simples e singelo, mostrando o
caminho.
61
Reconhecimento
Várias pessoas merecem minha gratidão neste projeto Ho’oponopono de
vários sites, artes e fórum, e seu desdobramento daqui para frente: Marcia
Mendes, minha “ajudadora”, meu amor, pela sua conduta e exemplo que
exprime sua ligação com o Divino, por tudo que tenho aprendido com ela
através dos anos. George Milek pela dedicação e talento em fazer o projeto
gráfico matriz, Godofredo Florito Vianna, Aldo Luiz de Paula Fonseca e Beto
Lins, amigos que compõem a equipe que participa e zela pelo projeto. Jude
O’Hare, amiga nos EUA, responsável pelo grupo Ho’oponopono Cleaning, que
se reuniam todos os dias via teleconferência para conversar, trocar
observações, e fazer uma limpeza em conjunto, tudo conduzido com muito
discernimento pela Jude. O Dr. Ihaleakala Hew Len, pela sinceridade de
propósito e integridade, O Dr. Joe Vitale através de seus livros e presença na
Internet. A sua dedicação em trazer para o mundo os conceitos do
Ho’oponopono como ensinados pelo Dr. Ihaleakala Hew Len é um exemplo
disso. Por tudo isso sou muito grato. Te amo.Te amo.Te amo.
62

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Pequena Resenha Crítica: Livro “Artesã de Ilusórios”


Pequena Resenha Crítica: Livro “Artesã de Ilusórios” – Um Tremendo Bordado Literário de Letícia Palmeira / Silas Correa Leite

A compreensão não é um saber abstrato.
É um saber em ação.
Paulo de Camargo

Mas, afinal de contas, o que é mesmo que Letícia Palmeira escreve? Como classificar sua primeira obra, a estréia em alto estilo, de salto alto? Conto, crônica, ficção, prosa em verso, prosa poética, derramas subjetivos, criações letrais, pirações, qual a classificação narrativa do exuberante livro “Artesã de Ilusórios”, Editora Universitária, UFPB, 2009? Essa é a questão. Você começa a ler e, baba baby, fica encantado; acha que está entrando num conto, depois periga ver é ensaio, quando não começa meio croniqueta e vira conto, ou vice versa, para não dizer que não falou de flores, ela entra e sai toda prosa de narrativas mirabolantes que seduzem, cativam, tornam o livro um mosaico de tudo o que ela purga, fermenta, depura; olhar de artista descrevendo a vida, com paradoxos, entraves, janelas abertas de sua alma em jorro letral. Já pensou? Artesã de Ilusórios, é, talvez, mas só talvez, uma heroína insatisfeita buscando-se a si mesma, auditando valores existenciais, momentos, transgressões, tentando a autenticidade num mundo perdido, degradado…
A mulher e flor-fêmea no exercício exuberante de toda a sua existencialização enquanto alma pensante, transbordando, dando corajoso testemunho, quando retrata, recolhe, registra e diz a que veio. Talvez para pensar a vida em que habita, levita, constrói e resgata peculiaridades em verso e prosa.

É a mulher que não se basta, não se contém, não se enquadra. Somos continuações. Letícia Palmeira é a liga. Escrevendo ela se dá inteira, questionadora, a consciência-passageira no viço da vida, buscando a felicidade de participar, enxergar, se inserir inteira na paleta sensível de seu estar em si. A artesã que escreve é isso.

Artesã de ilusórios tem guardados incontidos, com suas vertentes, feito um rosário de parágrafos, de palavras bem torneadas. O texto sagrando a lida da vida. Romântica e crítica. Com seus conceitos e incompreensões que mapeia, entre afetos e circunstancias de viver e ser. “O mundo de janelas abertas.

São palavras em terno e gravata, grávidas, idosos, infantis, famintas e libertas. Palavras são a certeza e a visão concreta das dúvidas”. (Pg. 21, Afeto Literário). Essa é a prosa viçosa dela, formada em Letras pela Universidade Federal da Paraíba.

Fala de bichos, gatos, elefantes, dragões, e também do bicho-homem, o bicho-ser, no olival bem ilógico da vida. Quer o arsenal dos verbos. A vida é crucial? Qual é a imagem de nós mesmos no contexto de uma sociedade adultizada e machista? Não, não podemos fugir do lugar e estar que somos. Ou podemos, no escreviver, os destemperos alucinados? No tear de Letícia Palmeira, de anjos a borboletas, cercando o circo da vida.

Compondo ou recompondo. Tudo. Flores e árias. Clarões. E ela mesmo também ri-se de si, do que agrega, do que envolve com sua criação “Tabuada decorada para dias de prova – Pg. 47, Flor de Decassílabo.)

Coletivo de pluralidades. Janelas. A madura escritora Letícia Palmeira pinta o quadro do que registra. “Vestígios de mim em outra face, num disfarce de casa antiga querendo mudar de lugar. Pg. 63, Janelas da Voz. A Mãe de Pedro arde em si, evoca almas, momentos, cicatrizes, faz um espólio de tudo. Como Clarice Lispector, poda-se para permanecer inteira e sempre na florada.

O submarino amarelo é mais embaixo. A vida tem seus subterrâneos, de anjos a demônios. O amor também pode ser uma droga? Ela é cheia de questões, feminina e lúcida. Poeta a parir prosa feito artesã de si mesma. Se não nascemos inteiros, vamos nos fazendo. Assim é a escritora Letícia Palmeira.

Traz as compotas da vida em palavras. Os potes de açúcares literais. Diz do homem desconexo, de filosofias e ervas. A vida o que é? Fala de flores e de sabão em pó, fala de sol e de lua, de madalenas e banheiros. Será o impossível? Que perigo é uma mulher pensadora, sentidora, criadora, na plena posse questionadora de si e do que a cerca? A literatura de pequenos espetáculos resgatados. Ah os origamis dos dias…

Quando escreve é só uma espécie de strip-tease, em que desnuda a vida em toda a sua magnitude? Que labirinto é o pensar/sentir/amar, um quebra-cabeças em que se situa sensual, come e bebe de literatura cozida em vapor de existencialização, feito um fio de Ariadne para ramificar a sua própria contemplação?

No livro, Zélia Farias (Especialista em Língua e Literatura Anglo-Americana pela Universidade Federal da Paraíba) muito bem diz: “Letícia foi Alice um tempo(…). Já era o tempo em que se cercava a Mário Quintana, Clarice Lispector, Virginia Woolf, Ana Cristina César, Lygia Fagundes Telles (…)”. Existir é a arte da paciência sem tédio ou remorso, ou muito pelo contrário? Letícia Palmeira é a busca viva desse entendimento. Mia Couto (in, Último Desabafo de Arcanjo Mistura), diz que esse mundo não é falso. Esse mundo é um erro. Será o impossível? Ah o solilóquio da reflexões depuradas!

Na sua exuberante literatura, Letícia Palmeira escreve recortes de vida, páginas de angústia e desprendimento, paradoxos e cisternas, olhares plangentes, fragmentos e matizes corajosos, prosa e poesia, um verdadeiro liquidificador de idéias e cobranças a partir disso, feito uma artesã que junta carne e luz, céu e terra, caracóis e pedras, defeitos de fabricação e peças de reposição, coletivos e plurais.

O mundo está dividido entre magoados e inquietos, disse Gabriel Garcia Marques. Nem sempre a lágrima é a medida de todas as coisas. Ler Letícia Palmeira é um deleite. A flor corajosa da arte e da vida, numa linguagem que situa a lucidez e a criatividade. A mulher exercitando a sua plenitude. Daí, a literatura pura.

Silas Correa Leite – Autor de Campo de Trigo com Corvos, Contos, Editora Design
poesilas@terra.com.br

Pequena Resenha Crítica: Belíssimo Livro de Historias “Olhos D´Agua”, de Sanxer Lacerda / Silas Correa Leite


Pequena Resenha Crítica: Belíssimo Livro de Historias “Olhos D´Agua”, de Sanxer Lacerda / Silas Correa Leite

A vida não é o que a gente viveu / Mas sim o que a gente recorda / E como recorda, para contá-la
(Gabriel Garcia Marques)

– As histórias todas de nossa vida, os encantados campos de nossas infâncias distantes, os lares de fogões de lenha e quintais alumbrados, as cidades, vilas e periferias dos sertões, tudo que com sensibilidade temos que literalmente viver para contar, assim como plantar uma árvore, gerar um filho e escrever um livro é sempre o dever sagrado de todo ser que está em travessia nesse mundo de meu Deus. Pois Sanxer de Lacerda acertou no livro de fio a pavio. Escrevemos para celebrar as vivências. E Gonzaguinha já cantava:
“Há um menino/Há um moleque/Morando sempre no meu coração/Toda vez que o adulto fraqueja/Ele vem para me dar a mão”.

– Pois o livro “Olhos D´Água é gostoso de ler, entrete feito remanso, salpicando de estrelas e memoriais o nosso peito. Causos, histórias, croniquetas, acontecências de um tempo que não se perdeu nas paredes da memória, e que Sanxer de Lacerda muito bem recuperou, dando testemunho de si, continuando o pai, a contar seus causos com beleza de detalhes tão ricos. A vida que se foi ainda no letral reflorindo em palavras, amor e humor. Doces Memórias.

– Os sertanejos, essa humana gente forte do Vale do Piancó, retratados nesse livro, falam de terras e contações desses brasis gerais. Entre ruas, fazendas, muçambês e beiras de rios, o autor vai debulhando o seu falatório que prende, encanta, arrebata, e nos sentimos andando com ele pelas ruas de sua meninice pueril, porque, como ele mesmo diz no livro (pg 9), é um escritor que descobriu que metade dele é aquilo que já foi e a outra metade é aquilo que ele será.

– Gostei do historial todo, um almanaque do modo que ele proseia, que no escrever entoa causos engraçados, belamente humanos, datados, como fotogramas letrais que ele certamente recupera como um contador que aqui os enlivra para nosso deleite. Ri muito com as brilhantes contações dele. Uma espécie de Tom Sawyer do sertão da Paraíba, como diz Amanda Lacerda no prefácio.

– Detalhes, expressões peculiares, dizeres afins, lugares, cisternas, contos, personagens populares, finais hilários, contentices e prazeiranças narrativas, José Sanxer Paulino de Lacerda realmente tem talento pra contar do ser de si e do entorno que muito bem captou. A alma-menino dele continua ativa e ainda preserva a bucólica e maviosa tez chã. Uma obra ainda bem editada, com bela capa, fotos, orelha e prefácio, tudo de primeira qualidade
(Factash Editora-SP, 2010).

“Dona Joana era rezadeira das boas. A reza de dona Joana era tão forte que ela rezava pra dor de dente e o dente caía. Contavam lá pela região que ela rezou certa feira num dente de um cavaleiro de Vage Comprida e caíram até mesmo os dentes da espora (…)” (Pg.107/Amancebado).

Esse é o linguajar de Sanxer Lacerda. Um belo livro diz a que veio: entreter, fazer rir, historiar, datar registros.

Vinicius de Moraes disse: “A infância é uma gaveta fechada, numa antiga cômoda de velhas magias”
Pois nesse livro OLHO D´ÁGUA o autor deixa a magia de seu tempo, das doces memórias,reinarem nas contações plangentes.

Silas Correa Leite – Santa Itararé das Letras, Cidade Poema,
São Paulo, Brasil
E-mail: poesilas@terra.com.br – Blogue: www.portas-lapsos.zip.net

Autor de Porta-Lapsos, Poemas e Campo de Trigo Com Corvos,
Contos, à venda no site: http://www.livrariacultura.com.br

A Importância da Leitura – João Scortecci


A Importância da Leitura / João Scortecci
Ler é importante.

Até os que não praticam o “ler é importante” reconhecem o seu valor como modelo eficiente na busca do conhecimento individual e também coletivo, essencialmente universal. Hoje existem diversas outras maneiras também eficazes para a obtenção do conhecimento, mas a leitura é ainda o melhor dos caminhos. O hábito, do qual tanto se fala como necessidade para o gosto pela leitura, lembra o de um corpo que aos poucos vai ganhando, com exercícios, o que chamamos de condicionamento físico.

Ler também é divertido. Ou não é? A leitura de um bom livro lembra paixão. Um bom livro não se larga, não se abandona, não se esquece. É assim que paixão vira amor. O início – como tudo na vida – não é fácil. É preciso vontade. Opções mais sedutoras acabam nos levando para o menos trabalhoso. O pecado da preguiça opera desculpas e faltas disso e daquilo, provocando em nós o aparecimento do que chamamos de silêncio cultural.

Silêncio cultural é a mesma coisa que falta de conteúdo. Corremos o risco de uma geração que só lê manchetes e links, que nem sempre, em sínteses, expressam o cerne da questão. Antes que eu esqueça, do que deve ser lembrado, é que o tal hábito da leitura passa pelo esforço das partes (mercado, profissionais do livro e governo) e de todos os agentes (professores, intelectuais e leitores).
Antes que eu esqueça, do que deve ser lembrado, é que o tal hábito da leitura passa pelo esforço das partes (mercado, profissionais do livro e governo) e de todos os agentes (professores, intelectuais e leitores). Não há educação quando a ignorância habita a família, a escola, o trabalho, os governos. Não há leitura sem o comprometimento do livro com suas mais diversas ferramentas. O livro precisa colocar-se aos olhos. Ele é mágico, oportuno e pluriapto. A inclusão cultural pela leitura deve, e precisa, passar pela coragem política do mundo real e virtual.

O livro pode até acabar, na forma como hoje o conhecemos, na plataforma papel, mas a leitura não. Exclusão tem cura quando não é doença. Adentrar em uma livraria não precisa ser um desafio incomum.

Outro dia – ainda na minha adolescência – quando descobri que “ler é importante” alguém desavisado me disse: Um país se faz com homens e livros. Foi Lobato quem me disse do papel para o meu profundo despertar. Naquela tarde incomum atendi ao seu chamado.

Depois escutei também os segredos de Alencar, Sabino, Clarice, Machado, Bandeira, Cecília, Drummond, Graciliano, Lygia, Cabral, Bilac, Rachel, Callado, Gullar e todos os outros Amados.

João Scortecci
jrspscortecci@scortecci.com.br

UMA ORELHA QUE FALA – Fernando Rios


UMA ORELHA QUE FALA por Fernando Rios
Dos cinco sentidos, o livro escolheu a orelha. Não porque ela ouve o livro falante, porque ela é fala. E sendo paradoxo em si mesma trabalha silenciosamente abre-se de vida jamais como mortalha Orelha é metalinguagem. Mais meta que linguagem.

E mesmo quando se diz de alguém grotescamente que freqüenta orelhas de livro sente-se ela, a orelha, elogiada. Foi tocada por mãos, olhos e dedos na sua fala amaciada sempre um convite a uma leitura que mesmo adiada ficará no tato, olhos, nariz e garganta do leitor. Uma boa orelha que se degusta com os olhos faz salivar a alma antecipa o sabor.

Machado de Assis


Machado de Assis

Machado de Assis era miope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Nova Friburgo. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina (Carolina Augusta Xavier de Novaes).

A Carolina

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.

Trago-te flores, – restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.

Cem curiosidades sobre o Escritor Machado de Assis

Cristovam Buarque critica livros didáticos


Cristovam Buarque critica livros didáticos
Cristovam Buarque critica livros didáticos que admitem ensino com erros de gramática
Em discurso nesta segunda-feira (16) no Plenário, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) criticou livros didáticos autorizados pelo Ministério da Educação (MEC) que admitem o ensino da língua portuguesa com erros de gramática. Assim, de acordo com o senador, o Brasil vai criar duas línguas: o Português dos condomínios e dos shoppings e o Português das ruas e dos campos.
– Permitir a criação de dois idiomas é quebrar o que há de mais substancial na unidade de um povo – afirmou.
O senador criticou o argumento de que é preciso quebrar o preconceito contra aqueles que não falam bem a língua oficial e afirmou que o ideal é ensinar a todos o português correto. Para Cristovam Buarque, o povo e a elite precisam aprender a língua oficial e sem erros. O senador lembrou que nos concursos públicos e vestibulares não são aceitos os erros de gramática.
– Não se trata de sotaque, nem de vocabulário, mas de gramática. Permitir duas línguas é fortalecer o apartheid brasileiro – disse o senador.
Cristovam Buarque manifestou desaprovação com o que chamou de “criatividade brasileira em relação às políticas sociais”.Segundo o parlamentar, essa tendência vem de há muito tempo, como com a publicação da Lei do Ventre Livre no lugar da abolição completa da escravatura, ainda no século 19. Para o senador, o vale-transporte e o vale-refeição são necessários porque não há um salário digno, que seria a verdadeira
conquista do trabalhador.
O parlamentar declarou ainda que não é contrário à Bolsa Família, mas o “ideal seria que o programa não fosse necessário”. Cristovam disse também que as políticas sociais “fazem de conta” que os problemas são resolvidos.
– Tudo isso é pra não enfrentar o problema no seu âmago e na estrutura da sociedade brasileira – apontou.
Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)