Natal sem estresse – Como passar uma das épocas do ano mais estressantes sem perder a cabeça


Natal sem estresse
Como passar uma das épocas do ano mais estressantes sem perder a cabeça

PorIlana Ramos

Metas para cumprir, presentes para comprar, contas para fazer, shopping cheio, lojas movimentadas, congestionamento, estacionamento lotado. Ufa! Dezembro tem tudo para receber o título de mês mais estressante do ano. Sobreviver a dezembro sem perder o espírito de paz e alegria – e saúde – é quase uma missão impossível. Por isso, preparamos algumas dicas para ajudar você a passar o Natal sem estresse.

O fim de ano está naturalmente associado ao estresse. De acordo com a professora do Instituto de Psicologia da UFRJ e presidente da Associação Brasileira de Stress (ABS), Lucia Novaes, “o final de ano traz uma série de compromissos que são vinculados tanto a festividades como também a providências para o fechamento de questões que não podem ficar pendentes para o próximo ano. Envolve também reuniões familiares que, para alguns, nem sempre são desejadas. As demandas específicas de final de anos se somam às demandas que fazem parte da vida da pessoa, e esse é um dos motivos da sobrecarga e do estresse do final de ano”.

O estresse não é apenas um sentimento. Segundo Lucia, envolve mais, muito mais. “Trata-se de uma reação do organismo que ocorre frente a algum desafio, uma ameaça ou até mesmo frente a um evento extremamente positivo. Essa reação tem como objetivo a adaptação do organismo frente ao desafio. Inicialmente, ocorre uma quebra no equilíbrio do organismo em função do impacto causado pelo acontecimento. Com o tempo, doenças relacionadas ao estresse podem se desenvolver. Entre elas, estão a hipertensão arterial, gastrite, úlceras e problemas dermatológicos, por exemplo”, enumera.

Pessoas mais velhas, por estarem mais comprometidas com as tradições do Natal, estão mais sujeitas a sofrer com o estresse da festividade. “Creio que isso tenha mais a ver com a personalidade da pessoa, com os valores, questões religiosas, hábitos familiares e estilo de vida. No entanto, é possível que as pessoas mais jovens tenham outra relação com as festas natalinas, não tenham o mesmo comprometimento que os mais velhos. Ou seja, o mundo muda e os valores vão mudando também, e as pessoas vão dando maior ou menor importância a certos comportamentos e comemorações”, diz Lucia.

O estresse não é, portanto, uma condição que deve passar batida. Pelo contrário. Lucia alerta que “é importante que a pessoa saiba o que é o estresse e suas possíveis consequências, pois assim a pessoa dará a devida atenção a esse processo no seu início, de modo que ele não evolua”. Para, então, aprender a evitar que o processo do estresse evolua e para que você consiga aproveitar da melhor maneira possível suas festas, veja abaixo as dicas que Lucia Novaes preparou:

1. Preste atenção aos estressores: neste caso, àqueles que estão presentes nesse momento de final de ano, e observe como está lidando com eles. Será que está usando estratégias positivas que de fato estão ajudando?

2. A vida continua: entenda que o mundo não vai acabar no final do ano e que se não conseguir terminar tudo que desejava para fechar o ano com a sensação de missão cumprida, poderá dar continuidade ao plano no próximo ano. Algumas atividades podem ficar como plano para o ano que se iniciará.

3. Priorize atividades: frente às muitas demandas do final de ano, é importante que estabeleça prioridades. Organize uma lista de atividades obedecendo estas prioridades e procure cumpri-las dentro dos seus limites.

4. Copo meio cheio: busque olhar os aspectos positivos das situações que se apresentam comumente no final do ano.

5. Cuide do seu corpo: tenha uma alimentação equilibrada, faça exercício físico regular, utilize técnicas de relaxamento físico e mental no dia a dia e procure fazer regularmente uma respiração profunda (respiração diafragmática).

6. Pare e pense: é muito importante também que a pessoa pare e pense se suas ações e o ritmo que está levando a vida nessa época estão coerentes com seus valores e necessidades reais. Ou se só está tentando atender a obrigações sociais ou a necessidades de outras pessoas e não às verdadeiramente suas.

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