A chave da felicidade – Os conselhos de Roberto Shinyashiki para uma vida muito mais plena


A chave da felicidade
Os conselhos de Roberto Shinyashiki para uma vida muito mais plena

* Por Roberto Shinyashiki

É chocante ver a quantidade de doenças que o homem moderno contrai por causa de um estilo de vida que o incapacita para a felicidade. O ser humano não tem resistência para viver como máquina.Vivendo longe da sua essência ele “quebra” e, portanto, tem vida curta.

A vida nos anos 90 do século passado foi considerada das mais estressantes da História da humanidade. E isso não mudou com a virada do milênio. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita pela consultoria Yankelovich Partners na qual 78% dos trabalhadores afirmaram que precisavam reduzir urgentemente sua carga de estresse.

O trabalho sem sentido, uma vida afetiva pobre e a falta de valores espirituais estão levando a humanidade a uma destruição silenciosa que tem matado muito mais pessoas do que todas as guerras que a televisão nos mostra diariamente. É mais do que urgente encontrar uma nova maneira de viver. Basta observar o que acontece no mundo para que isso se torne claro: entre 1982 e 1997, ou seja, em quinze anos, o número de pessoas que fazem tratamento médico devido ao estresse aumentou 20% (fonte: Center of Common Diseases – http://www.cdc.gov/niosh).

O surgimento de novas doenças, associadas ao estilo de vida atual, é freqüente. A karoshi — morte devido ao excesso de trabalho — era comum no Japão, onde muitas pessoas trabalham até a morte, literalmente, e hoje já atinge também a Coréia do Sul (fonte: Center of Common Diseases – http://www.cdc.gov/niosh).

Doenças como alcoolismo, arritmia cardíaca, hipertensão, estresse e síndrome do esgotamento profissional (quando a pessoa fica incapacitada de trabalhar devido ao ritmo pesado que estava enfrentando), entraram, no ano 2000, oficialmente na lista do Ministério da Saúde como “doenças do trabalho”, tão grande é a sua relevância na vida do profissional de hoje (Decreto nº 3048, em vigor desde maio de 2000).
Talvez você, neste momento, esteja experimentando alguns dos sintomas causados pelo estresse decorrente de uma vida de trabalho em que não se sente valorizado, em que não se sente você mesmo. Todo esse estresse o leva a pensar que está precisando urgentemente de férias.

As férias mereceriam um capítulo à parte, pois não curam gastrite de ninguém. Triste ilusão: o que as pessoas precisam é de uma profunda revolução em suas vidas para criar um estilo de viver com mais sentido. Para algumas pessoas, inclusive, as férias e até os fins de semana se tornam um novo fardo a carregar. Sentindo-se perdidas fora do ambiente de trabalho, ficam doentes e debilitadas. Essa é a “síndrome do lazer”, doença do século XXI diagnosticada pela primeira vez no ano passado e que já atinge 5% dos trabalhadores dos Estados Unidos (Dados da Universidade Tilburg, na Holanda). Para a maioria das pessoas as férias são um sofrimento ou no máximo adiam a próxima crise existencial.

Uma breve pesquisa entre organismos nacionais e internacionais mostra o alarmante número de pessoas que sofrem com doenças como hipertensão, insônia, depressão, alcoolismo e, principalmente, uso de drogas pesadas, que levam à morte (veja quadro na próxima página). Sem falar nas doenças cardiovasculares, que aumentaram 20% nos últimos catorze anos. O ser humano não consegue resistir às pressões de uma vida tão distante da sua essência. Dormir, acordar e trabalhar de forma que não gratifique o espírito vai destruindo a saúde física e mental das pessoas.

*Roberto Shinyashiki é psiquiatra, com pós-graduação em Administração de Empresas, escritor, consultor, presidente da Editora Gente e do Instituto Gente.

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