Exercícios para a memória – Conheça as atividades físicas que ajudam a manter a mente ativa


Exercícios para a memória
Conheça as atividades físicas que ajudam a manter a mente ativa

PorMaria Fernanda Schardong

Compartilhar A prática de exercícios físicos já um mantra repetido exaustivamente pela ala médica. E todo mundo sabe de cor e salteado seus benefícios. Além de deixar o corpo em forma, driblar o estresse e prevenir doenças, os exercícios podem deixar a memória mais forte e em pleno funcionamento, mesmo com o passar dos anos.

A confirmação veio de um estudo clínico realizado pela Mayo Clinic, em Minnesota, Estados Unidos, e publicado no jornal científico Archives of Neurology (em inglês), concluiu que os idosos que se exercitam na meia idade (50 a 65 anos), com caminhadas, exercícios aeróbicos ou natação, apresentavam 39% menos chances de desenvolver transtornos cognitivos leves. Já aqueles que começaram a se exercitar em idade mais avançada tinham apenas 33% menos possibilidade.

Segundo o neurologista e vice-coordenador do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, Ivan Okamoto, o estudo americano comprova o que os médicos já constatam ao avaliar a evolução de pacientes adeptos das atividades físicas.

“Exercitar-se faz bem para o corpo e para o cérebro em qualquer idade. O exercício melhora o condicionamento circulatório cerebral, libera substâncias como a endorfina, causando uma sensação de satisfação e bem estar e aumentando a capacidade de concentração, além disso, previnem doenças que afetam diretamente a memória, como a doença de Alzheimer”, afirma Okamoto.
O que os médicos prescrevem, no entanto, não vira, necessariamente, rotina. E o trabalho dos especialistas, hoje, é convencer os sedentários a adotar novos hábitos, principalmente, entre a geração de meia idade. “A noção de geração saúde vem de dez, vinte anos para cá. Antes, não existia essa promoção da saúde, principalmente, ligada à prática de exercícios como temos hoje”, ressalta o neurologista.

O próximo porém é o risco do exagero. Quem nunca fez exercícios antes não pode adotar práticas repentinas e intensas. Na mesma proporção que os exercícios fortalecem músculos, dão resistência, e podem melhorar o desempenho cerebral e da memória, o repouso é fundamental para consolidar os benefícios, alertam os especialistas.

“O repouso é muito importante para a memória, pois é dormindo que consolidamos as informações adquiridas ao longo do dia. Estudos comprovam que depois de 12 horas de sono você consegue o melhor índice de retenção de memórias. É nessa hora que o cérebro separa aquilo que precisa ser guardado do que é dispensável”, explica o neurologista.

Para o especialista em Medicina do Esporte e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), José Kawazoe Lazzoli, saber suas limitações é um dos primeiros passos para fugir do sedentarismo e garantir uma memória mais afiada. “É necessário que o idoso seja submetido a uma avaliação médica com um especialista. Se não houver contraindicações de caráter cardiovascular, ortopédico ou metabólico, é interessante a prática de exercícios”, aconselha Lazzoli.

Entre os exercícios aeróbicos, a caminhada ou corrida, o ciclismo, a natação, o remo e a dança podem ser praticados diariamente. Já os exercícios de fortalecimento muscular devem ser realizados pelo menos duas vezes por semana. É assim que se preserva a boa memória.

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