Em busca da memória perfeita – Natália Fernandes


Em busca da memória perfeita
Aprenda a preservar as lembranças

PorNatália Fernandes

Os anos vão passando, mas não é difícil manter uma memória de dar inveja, mesmo quando se atinge determinada idade. Envelhecer não significa deixar de lado funções importantes como o uso correto da mente. Pesquisadores vêm se empenhando em popularizar a tese de que preservar as lembranças é muito mais que uma questão de treino.

Os problemas podem ser desde uma simples falha na hora de decorar números de telefone até os mais sérios como o Mal de Alzheimer. Quanto aos “probleminhas” de rotina, não se preocupe. Existem inúmeras maneira de tratamento. As mais utilizadas são os exercícios periódicos de memorização e atividades realizadas em grupo para exercitar a memória constantemente. Exemplos: Anotações em blocos e reconhecimento do passado através de fotografias.

“Existe um mito de que todo o indivíduo que envelhece vai perdendo a memória. Isso não é verdade”, explica a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Wilma Câmara. Mas, muito do que você faz em sua vida pode estar atrelado à maneira como a memória é utilizada. Portanto, não adianta justificar as falhas da “caixinha de idéias” à chegada da idade. É você quem vai tornar o caminho das pedras muito mais fácil.

Há diversas maneiras de impedir ou retardar o comprometimento da mente. Exemplos comuns: Esqueci qual foi a última viagem que fiz. Uma solução imediata seria recorrer ao álbum de família e “voltar no tempo” para lembrar, inclusive, de mais detalhes sobre o passeio. Outro problema comum é esquecer números de telefone. Ande sempre com uma agenda, ainda que de bolso, para lhe socorrer nessas horas.

Aumentar a aquisição dos conhecimentos também é um importante exercício para a memória. Segundo Wilma Câmara, é fundamental fornecer estímulos ao nosso cérebro e manter uma qualidade de vida adequada, praticando exercícios físicos como uma boa caminhada e promovendo o relacionamento com entes queridos.

Para estudar as funções da memória e tratar de inúmeros casos, o Hospital Israelita Albert Einstein criou há pouco mais de um ano, a Clínica da Memória. O objetivo da equipe – formada por especialistas – entre eles um neuropsiquiatra e um geriatra, é se envolver cada vez mais com os mecanismos de atuação da mente humana.

“Somos um grupo de profissionais disposto a enfrentar os mistérios da memória, assunto pouco abordado no país”, relata Fábio Nasri, geriatra membro do Clínica da Memória. Nasri ainda ressalta que os chamados “sinais de alerta” indicadores das falhas da memória são identificados em atividades corriqueiras como lembrar o que você fez há cinco minutos.

Normalmente, algumas disfunções começam a partir dos 50 anos, mas é na faixa etária dos 60, 70 anos que esses imprevistos começam a tornar-se frequentes. Mais um motivo para ativar sua memória. Vá a alguma exposição, leia sobre diversos assuntos e esteja com a mente sempre na ativa. Independente da idade.

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