Demonstrar carinho vai além do toque


Demonstrar carinho vai além do toque
Muitos povos representam seu amor com palavras e atitudes

O toque e o contato físico têm o poder de aproximar as pessoas. Estão ligados às emoções de cada um. É um modo de demonstrar o carinho por alguém. No Brasil, estamos acostumados a abraçar e beijar o tempo todo. Seja para cumprimentar, para comemorar ou mesmo para consolar. O abraço e o beijo significam que você gosta daquela pessoa.

Muitas vezes, o abraço pode até mesmo substituir palavras. Quantas vezes isso já não aconteceu com você? Pois é, mas é preciso entender que nem todas as culturas demonstram seu carinho e afeto com o toque. E isso não significa que eles sejam mais frios do que nós. Não é apenas com um abraço e um beijo que podemos demonstrar o que sentimos. Há várias maneiras e todas têm o mesmo poder de aproximar as pessoas e mostrar a elas o quanto são importantes e o quanto gostamos delas.

Brasileiros que moraram em diferentes países contam como o carinho é demonstrado nas diferentes regiões – e como eles se adaptaram (ou não) aos costumes locais.

Alemanha – Não se beija alguém que acabou de conhecer. “Eles não se tocam muito. Você só pode abraçar e beijar se já conhece e é mais íntimo”, conta a consultora de produção Pâmela La Motta, que morou por um ano na Alemanha. “Depois que você conquista a amizade de um alemão, você sabe que pode contar com ele para sempre. Eles demoram a te considerar um amigo, mas quando são é para valer”, analisa Pâmela. As atitudes valem mais do que qualquer abraço.

Espanha – A demonstração é muito mais por meio de palavras do que toques. A estudante Daniela Marreco, que mora em Castilla y León há mais de um ano, afirma que é muito difícil ver as pessoas se abraçando e se beijando na rua. “Eles estão sempre juntos, escrevem o quanto gostam uns dos outros e tiram muita foto. É como eles agem para que as pessoas saibam que são queridas”, conta Daniela Marreco, que mora na Espanha há mais de um ano. Além disso, são pessoas muito atenciosas. “Inclusive com turistas. Quando veem alguém na rua com um mapa na mão, logo se aproximam perguntam se precisa de alguma ajuda.”

Índia – Apesar de ser um país onde não há contato físico, como aperto de mão ou beijos no rosto, os indianos são carinhosos no jeito de falar uns com os outros. Depois de morar na Alemanha, Pâmela viveu por um mês na Índia fazendo trabalho voluntário e conta que, principalmente as mulheres, cuidam muito umas das outras. “Elas arrumam os cabelos, fazem rena nas mãos, dançam. Estão sempre juntas. Para eles, a atitude vale muito mais do que o contato físico.” Já o cumprimento é apenas uma saudação com as mãos, o chamado Namastê. “É sinal de respeito entre eles”, destaca Pâmela.

Estados Unidos – Os americanos muitas vezes têm a fama de serem mais frios do que nós e não criarem laços de intimidade facilmente. Mas é claro que isso não significa que eles não têm sentimentos por ninguém. “Eles apenas não exibem em público o carinho que sentem”, conta o arquiteto Guilherme Talarico, que mora em Washington há seis anos. No entanto, ele afirma que quanto mais íntimo você é da pessoa, mais ela demonstra sua amizade.

França – Apesar de Paris, capital da França, ser o destino de viagens românticas, os franceses geralmente são bastante reservados. “Eles dificilmente externam carinho ou maior proximidade em público e raramente se tocam”, conta o advogado Leandro Pesotti, que morou durante um ano na França. Por isso, algumas pessoas consideram os franceses grossos e mal-educados. Mas, na verdade, eles são muito românticos. E, quando apaixonados, demonstram isso de todas as formas, com gestos, atitudes e palavras.

Dessa forma, entenda que sentir-se amada é muito mais do que receber e dar beijos e abraços. É perceber que aquela pessoa se importa e se preocupa com você. Em muitas culturas, pequenas atitudes e palavras de carinho podem representar muito mais que um abraço. Não que o toque não seja importante, mas o contato físico não é a única forma de você demonstrar seu amor por alguém.

Os costumes são diferentes e, por isso, se uma pessoa não te abraçar não significa que ela não gosta de você. Observe outras atitudes. Elas podem valer muito mais que toques. E lembre-se: as culturas podem ser diferentes, mas sempre podemos aprender uns com os outros.

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