Verdades na balança – Toda a verdade sobre aqueles quilinhos a mais que a balança insiste em mostrar


Verdades na balança
Toda a verdade sobre aqueles quilinhos a mais que a balança insiste em mostrar
PorIlana Ramos

Às vezes a gente nem sabe porque, mas os quilinhos extras quase sempre aparecem para nos atormentar. A dieta pode ser a mesma, a quantidade de exercícios físicos não foi alterada e mesmo assim parece que as roupas encolhem a cada dia. Para solucionar de vez qualquer dúvida que se possa ter sobre seu peso, conversamos com especialistas para tentar descobrir de uma vez por todas a verdade na balança.
O aumento de peso não se dá apenas pelo aumento do consumo de calorias ou a diminuição da queima. Segundo a endocrinologista mestranda na área de diabetes gestacional e especialista em pré e pós-operatório de cirurgia bariátrica Aline Moreira Nabuco de Oliveira, “o ganho de peso se dá, basicamente, pela diminuição da atividade física associado ao aumento do consumo de alimentos muito calóricos e pouco nutritivos. Essa associação é responsável por cerca de 95% das causas de obesidade, enquanto que os outros 5% podem ser atribuídos a outros fatores, como consumo de remédios com glicocorticóides e doenças que podem favorecer o ganho de peso”.
Controle remoto, elevador, escada rolante, fast foods. Hoje, o homem não precisa mais fazer muito esforço. Para o endocrinologista e professor da UniRio Isaac Benchimol, “hoje em dia, aumentamos a ingestão de comida e as facilidades tecnológicas fazem com que o homem não precise mais fazer esforço para sobreviver. Antigamente, éramos um país de jovens e desnutridos. Hoje, somos um país de velhos e obesos. Inverteu. O fator idade também é importante. A desaceleração do metabolismo favorece a obesidade no início da maturidade. Temos que preparar as pessoas para se habilitarem para morrer aos 95 anos de idade – ao invés dos atuais 65, 70 – empurrando o ganho de peso para cada vez mais tarde”.
Nem todo mundo associa qualidade de vida ao ganho de peso corporal, mas sono irregular, estresse e ansiedade também influenciam a balança. “O estresse mexe com hormônios (aumenta o cortisol) e, além da mudança hormonal, a ansiedade leva a pessoa a buscar momentos de relaxamento, por exemplo, através de comidas como chocolate. Usam o alimento como mecanismo de escape, de compensação. Pessoas que não dormem bem também compensam comendo mais. Paciente com obesidade tem mais chances de desenvolver a Síndrome da Apnéia do Sono (períodos em que para de respirar durante o sono mais profundo). Essa síndrome altera a estrutura do sono e o indivíduo cansado durante o dia, come mais para compensar”, diz Aline.
Para emagrecer, caso não haja nenhuma condição de saúde provocando o aumento de peso, a fórmula ainda é a boa e velha dieta associada ao exercício físico. Para a cardiologista do esporte Isa Bragança, “praticar exercício físico com regularidade emagrece, se estiver associado a uma boa alimentação. O ganho ou a perda de peso se dá pelo balanço energético das calorias consumidas e gastas durante o dia. O metabolismo também influencia na queima energética pois, a partir dos 40 anos, ele começa a decrescer, fica mais lento. Quem sempre fez exercício físico leva vantagem em relação às que nunca fizeram pois seu metabolismo é mais acelerado, mas com o passar dos anos, ele fica mais lento a perda de calorias também”.
Pessoas que passaram a vida sem se preocupar com o peso e começaram a prestar atenção a isso na maturidade ainda podem começar a fazer exercício físico e ver os resultados. “Quanto antes começar, melhor mas nunca é tarde para começar. Quem sempre fez atividade física tem menor chance de mortalidade com quem nunca fez. Mas é melhor ser paciente cardíaco e ativo do que saudável e sedentário. A prática de atividades físicas, reduz o colesterol, ajuda a controlar a pressão arterial e a glicemia. São três os fatores que contribuem para doenças cardíacas: diabetes, hipertensão e sedentárismo. Além de melhorar a saúde, ainda ajuda na queima calórica e ajuda a emagrecer”, diz Isa.

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