Pega na mentira – Psicólogo afirma que esconder a verdade é um mal desnecessário


Pega na mentira
Psicólogo afirma que esconder a verdade é um mal desnecessário

Por Ilana Ramos

Compartilhar Atire a primeira pedra aquele que nunca mentiu. A mentira é tão comum na sociedade que ninguém sabe dizer quando foi contada pela primeira vez. Sabemos, no entanto, que mentimos. Muitas vezes, pode parecer mais fácil mentir do que explicar o porquê do nosso comportamento ou simplesmente dizer a verdade. Entretanto, quem entende do assunto garante: a verdade sempre deve prevalecer.
A necessidade de mentir geralmente está associada à insegurança ou à falta de confiança na possível reação com a revelação da verdade. “Parece exagerado, mas este é o papel social da mentira, levar adiante ideias tendenciosas e equivocadas sobre diferentes realidades, ludibriar o ouvinte ou ocultar reais intenções”, explica o psicólogo Wallace Hetmanek, especialista em Geriatria e Gerontologia pela UERJ.
Usada geralmente como mecanismo de defesa, a mentira evita o sofrimento de qualquer consequência que a verdade pode gerar. Hetmanek lista algumas das muitas ocasiões em que mentir é visto como a melhor saída – ou pelo menos a mais falsamente segura: “O objetivo central da mentira é desviar-se de algo indesejado como, por exemplo, algo que coloque em risco a imagem que quero que os outros tenham de mim. Portanto, mentimos para fugir, mentimos para nos safar e mentimos com a desculpa de que isso é comum e ajuda. No final das contas, mentimos para poupar os outros, para não brigar, enfim, mentimos fingindo que as mentiras não prejudicam todos os tipos de relação”.
Mas, e quando se mente para não magoar o próximo ou para evitar que outro sofra sem necessidade? Para algumas pessoas, a mentira pode ter um lado positivo no que diz respeito às relações sociais. Mas, para o psicólogo, não. “Mesmo que moralmente sejam aceitas mentiras, desculpas e omissões, na prática elas trazem resultados muito parecidos e são conhecidos por todos nós, que é o mal estar e a sensação de algo fora do lugar”, alerta Wallace.
Para mentir também não há idade. Crianças e adultos mentem com igual frequência mas, quanto mais elaborada for a mentira, mas perigosa ela é. O psicólogo explica que a frequência geralmente não varia entre as faixas etárias, mas sim entre os diversos grupos sociais. “Infelizmente os idosos, adolescentes, gays e negros compõem alguns desses grupos, portanto são convidados a se comportar de maneira específica, a desempenhar determinadas atividades em determinados espaços. Quanto mais mentimos, mais expomos nossa vulnerabilidade e a nossa força reside justamente em como se lida com a verdade, seja ela qual for“, exemplifica Wallace.
Você que já passou dos 50 e ainda tenta esconder uma dor ou um problema para não preocupar a família, Hetmanek tem um apelo a fazer. “Vocês que se mostram habilidosos para se colocar frente às imposições sem sentido da família e proibições equivocadas, não devem ocultar sentimentos, dores ou qualquer outro sintoma incomum de seu médico, pois as consequências podem ser graves. Gostaria de me despedir com um pedido: por favor, se mostrem de maneira espontânea e natural, vocês são ótimos com poucas máscaras”, finaliza ele.

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