A língua que o corpo fala


A língua que o corpo fala
O modo como nos expressamos pode dizer mais do que as palavras
Por Ilana Ramos

Quando pensamos em comunicação, a primeira coisa que vem à nossa cabeça são as palavras. No entanto, a comunicação não se limita à junção de verbos, pronomes, artigos e substantivos em frases que, aparentemente, têm um sentido direto e objetivo. Os gestos, as expressões faciais, o modo como nos vestimos e até o volume da nossa voz complementam o processo comunicativo e se reúnem em um grande grupo chamado “comunicação não verbal”.

O ato de comunicar envolve tanto a linguagem verbal quanto a não verbal. O psicólogo especialista em Linguagem Corporal Sergio Senna Pires diz que “além das palavras, existem outras dimensões comunicativas que são importantes para a compreensão dos fenômenos da linguagem, dos processos psicológicos e da interação entre os seres humanos. Sob essa ótica, a comunicação não verbal pode parecer abstrata, misteriosa e dependente de um complexo processo interpretativo. Quando se observa e corretamente interpreta a comunicação não verbal, a pessoa tem acesso à verdade e às emoções efetivamente experimentadas. No entanto, a interpretação da linguagem corporal tem suas limitações e não existe uma forma ‘mágica’ de descobrir o que os outros pensam e sentem”.

Mesmo a linguagem não verbal é dividida em campos de estudo, que envolvem todas as manifestações de comportamento não expressas por palavras. “Se considerarmos que a compreensão da fala é apenas uma parte do processo comunicativo, torna-se possível entender que expressões e manifestações corporais são elementos essenciais em um processo mais amplo. O movimento do corpo, o uso e a organização do espaço físico, a modificação das características sonoras da voz, o toque e a forma e a aparência do corpo são estudados para se ter uma melhor compreensão da linguagem não verbal do individuo. A preponderância de um sobre o outro dependerá das crenças e valores da pessoa que analisa as mensagens percebidas. Se essa pessoa acreditar que a comunicação não verbal revela a verdade, aí estará firmado o seu critério avaliativo. Caso contrário, diminuirá a relevância da linguagem corporal e se aterá, prioritariamente, ao que foi dito”, explica Sergio.

A comunicação não verbal está presente em todas as situações do nosso dia e é importante para complementar o sentido do que falamos. Sergio enfatiza que “a comunicação é um fenômeno complexo e composto por dimensões que são relevantes para a compreensão das emoções, dos nossos pensamentos e das experiências subjetivas dos seres humanos. Serve, ainda, para explicitar e compartilhar o conteúdo dos processos psicológicos e constitui-se em parte importante da interação humana. Ela influencia, diretamente, a forma como as pessoas nos percebem e também como se relacionam conosco. Presente, portanto, em nosso cotidiano, é difícil ter plena consciência de sua expressão, uma vez que muitas de suas manifestações estão ligadas ao funcionamento do nosso Sistema Nervoso Autônomo”.

Não pode-se dizer que a comunicação não verbal tem influência maior ou menor sobre o que queremos expressar. “Ao pesquisarmos na Internet sobre a importância da linguagem corporal, nos deparamos com um dos grandes ‘mitos’ que foram criados sobre o tema, existindo argumentações de que a comunicação não verbal seria responsável por 93% do conteúdo ‘interpretável’ de uma mensagem. Se as palavras expressassem apenas 7% do que se deseja comunicar, elas pouco importariam, o que não é verdade. As palavras e seus significados são muito importantes. Prefiro, então, pensar em camadas comunicativas. Uma influenciando as outras, complementando-se, opondo-se e alterando as mensagens que são disponibilizadas e interpretadas”, argumenta o especialista.

Como a linguagem corporal também depende de gestos e expressões, Sergio enfatiza que o envelhecimento e as limitações fisiológicas podem dificultar a realização da linguagem corporal. “O passar do tempo traz alterações em nosso corpo, limitações fisiológicas que podem dificultar a utilização da linguagem corporal. No entanto, por ser uma modalidade de comunicação estreitamente ligada ao funcionamento do nosso sistema nervoso autônomo, a utilizaremos, queiramos ou não, até o fim dos nossos dias. Por outro lado, com a chegada de certa maturidade cronológica podemos nos tornar exímios intérpretes da linguagem corporal. Esse é um tema que somente o tempo, a experiência e muito treino trazem a excelência para as nossas interpretações”, finaliza ele.

Caso queria saber mais sobre esse assunto, entre em contato com Sergio Senna através do e-mail

sergio.senna@linguagemcorporal.net.br.

 

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