Notas vermelhas no boletim


Notas vermelhas no boletim

Lembra de quando chegava o boletim da escola e, dependendo o seu desempenho, você morria de medo de entregá-los aos seus pais? Pois então, agora é a sua vez de receber o boletim de seus filhos.

Qual será a melhor maneira de reagir às notas vermelhas e à má conduta na escola?
De acordo com a psicopedagoga Valéria Tiusso, deve-se avaliar qual a melhor maneira de intervir, sempre trabalhando aautoestima da criança ou adolescente e, em conjunto, aplicar um corretivo de maneira que ajude em seu desempenho. “Repreender é uma ação educativa dos pais às crianças, sem estresse, com equilíbrio e foco no futuro”, ressalta.

Valéria conta que vários motivos podem desencadear o mau rendimento escolar, sendo que alguns deles estão ligados à própria estrutura da criança. Já outros dependem de diversos acontecimentos. Na maioria das vezes, esses fatores agem uns sobre os outros, devendo ser investigados para que se compreenda melhor o filho.

Quanto aos boletins com notas baixas, a psicopedagoga explica: “A criança chegou com cinco notas azuis e quatro vermelhas, por exemplo. Primeiramente elogia-se as notas azuis e seu mérito por se dedicar. Depois se fala sobre as vermelhas, questionando o que houve, se tem algo que possa ajudar para que se recupere e, para fechar, diga que acredita em seu potencial”.

A relação entre os pais e a escola é primordial para que se consiga acompanhar o rendimento da criança, inclusive os eventuais problemas que ela possa ter no convívio com os colegas ou dificuldades em algumas matérias.

Visitar a escola dos filhos sempre que possível, conversar com os professores, perguntar à criança como estão os estudos, ler bilhetes e avisos que a escola manda e, sempre que possível, responder, comparecer às reuniões da escola, demonstrar interesse e provar aos filhos que, quanto mais estudarem, mais chances terão na vida são dicas fundamentais para uma boa relação com a criança e a escola.

“Os pais devem participar ao máximo da vida escolar dos filhos e a escola deve ficar atenta aos maus comportamentos ou dificuldades, agindo com o intuito de prevenir ou de encaminhar para especialistas em casos de problemas já instalados”, comenta Valéria.

Os castigos, por terem uma carga muito negativa, devem se evitados. No lugar, tratos, ou “combinados”, devem ser adotados. De acordo com a psicopedagoga, tudo deve ser feito dentro de um contexto para que não vire uma guerra de chantagens entre as partes.

Valéria ressalta que alguns fatores podem levar à inibição intelectual da criança ou adolescente, como, por exemplo, a expectativa esmagadora da família e da escola e o modo como o filho enfrenta esse momento de renúncia familiar para se tornar um ser social confrontado à lei do grupo. “A vivência dentro da escola, os conflitos entre o momento atual do desenvolvimento da criança e a demanda da escola ou as estratégias didáticas também não podem ser esquecidos”.

Caso a criança tenha irmãos, isso também pode gerar competição, o que nem sempre é bom para o desempenho escolar. “Vale a pena investigar antes de tomar qualquer atitude”, finaliza a profissional.

Por Carolina Pain (MBPress)

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